Bocalom comenta intervenção dos EUA na Venezuela e traça paralelo com invasão ao Panamá

Jan 8, 2026 - 22:00
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Bocalom comenta intervenção dos EUA na Venezuela e traça paralelo com invasão ao Panamá

Prefeito de Rio Branco critica setores da esquerda e defende apoio à população venezuelana diante da crise internacional

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (8) para comentar a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, traçando comparações históricas com a invasão norte-americana ao Panamá em 1989 e fazendo críticas a setores da esquerda que, segundo ele, estariam ignoring crises de direitos humanos e a situação humanitária no país vizinho.

Na publicação, Bocalom rebateu a ideia de que a atuação dos Estados Unidos teria como único objetivo o controle do petróleo venezuelano, uma narrativa que tem circulado em debates políticos desde o início da operação, em que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças dos EUA em 3 de janeiro de 2026. A intervenção tem sido amplamente noticiada internacionalmente, gerando reações contrárias de países e organismos, que classificam a ação como violação da soberania da Venezuela e do direito internacional.

Para reforçar seu argumento, Bocalom citou o episódio envolvendo o ex-ditador panamenho Manuel Noriega, deposto após intervenção americana comandada pelo então presidente George Bush — um evento também alvo de críticas e debates na época.

“Meus amigos, muitos dizem que Trump só quer o petróleo da Venezuela, mas será que é isso mesmo? Em 1989, o Panamá vivia sob a ditadura do tal Manuel Noriega, que fraudou eleições, violou os direitos humanos e se aliou ao narcotráfico…”, afirmou o prefeito, ao lembrar que a intervenção naquele país gerou críticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de defensores da soberania nacional.

O gestor também defendeu que, naquela ocasião, a intervenção não teria resultado na perda de soberania panamenha e que, hoje, o país apresenta indicadores econômicos e sociais superiores ao Brasil, segundo ele.

Ao relacionar o caso histórico com a situação atual da Venezuela, Bocalom disse que “a história se repete” em 2026 com a prisão de Maduro, classificando o momento como histórico.

O prefeito também direcionou duras críticas a grupos de esquerda, questionando onde estariam “quando o povo venezuelano sofria com fome, miséria e perseguição” e quando milhões de venezuelanos deixaram o país em busca de melhores condições de vida. Bocalom mencionou ainda denúncias de mortes atribuídas ao regime venezuelano e relatórios de organismos internacionais, reforçando sua crítica à postura que considera omissa diante da crise profunda no país vizinho.

Além disso, ele questionou a suposta falta de indignação de setores políticos frente à exploração de recursos naturais venezuelanos por países aliados ao regime anterior, como Rússia, China, Cuba e Irã, e ao que chamou de fraude eleitoral e perseguição de opositores — pontos frequentemente levantados no debate internacional desde a intervenção.

Na parte final de seu pronunciamento, Bocalom criticou o que chamou de “incoerência” de setores que se dizem defensores da democracia e dos direitos humanos ao ignorarem a situação venezuelana, citando a líder da oposição venezuelana María Corina Machado como exemplo de figura democraticamente reconhecida que teria sido desconsiderada por esses grupos políticos.

Encerrando a manifestação, o prefeito defendeu que apenas os venezuelanos “têm legitimidade para falar sobre o futuro do país” e pediu apoio internacional à população venezuelana, afirmando que o momento é de respeito e suporte aos cidadãos venezuelanos que buscam um novo caminho.

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