Calçadistas avaliam 2025 como “ano bastante desafiador”

Dez 30, 2025 - 18:00
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Calçadistas avaliam 2025 como “ano bastante desafiador”

Fazendo um balanço de como foi 2025 para o setor calçadista brasileiro, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) avalia o ano como “bastante desafiador”. O presidente–executivo da entidade de classe, Haroldo Ferreira, reitera que a associação “segue trabalhando pela exclusão do nosso calçado da lista de produtos sobretaxados” pelos Estados Unidos. “O primeiro semestre foi positivo, resultado que vem sendo corroído pela aplicação da tarifa adicional de 50% para os nossos calçados nos Estados, historicamente o nosso principal destino internacional”, aponta. Diante de tal contexto, a Abicalçados estima que a produção de calçados termine o ano de 2025, no cenário central, com estabilidade (0,2%) em relação ao ano de 2024. “No entanto, vale ponderar que o Brasil é o quarto maior produtor de calçados do mundo, e deve encerrar o ano com mais de 930 milhões de pares produzidos“, acrescenta.

Em 2025, indústria calçadista brasileira deve manter estabilidade no volume de produção
Arquivo/GES Em 2025, indústria calçadista brasileira deve manter estabilidade no volume de produção

Já, a indústria brasileira de componentes para o setor calçadista, termina 2025 de maneira positiva, mas também impactada pela sobretaxa estadunidense. “Encerramos um ano com muito a comemorar, apesar das dificuldades enfrentadas, tanto no âmbito doméstico quanto internacional, este último muito impactado pelo tarifaço aos produtos brasileiros aplicado pelos Estados Unidos e pela crise na Argentina”, avalia a superintendente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Silvana Dilly.

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Silvana acrescenta que, em 2025, 12 ações de internacionalização geraram R$ 300 milhões em negócios para o setor – deste montante, R$ 90 milhões são das duas edições do Inspiramais no ano. “Nessas ações, contamos com 137 empresas participantes, sendo mais de 70 delas de micro e pequeno portes, apoiadas também pelo Sebrae Nacional”, comenta a superintendente da Assintecal.

“Nível de incerteza considerável”

A Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq) avalia 2025 como um ano de “nível de incerteza considerável”. O presidente da entidade de classe, André da Rocha, aponta que decisões de investimentos foram postergadas e até canceladas. “O setor de bens de capital sofreu com mais um ano de juros altos. A desaceleração do crescimento da indústria e o aumento das importações de manufaturados colocaram sob pressão a indústria brasileira, que tem dificuldades de competir devido ao alto custo do capital e dos altos impostos sobre a produção”, sustenta.

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Menor disposição para investir

O dirigente da Abrameq cita que “as incertezas internas com as dificuldades políticas e déficit dos governos, somadas às incertezas externas com as tarifas dos parceiros comerciais do Brasil, colocou os empresários em alerta e com menor disposição para investir”. Ele comenta que os clientes das empresas associadas, “indústrias da cadeia do couro e calçado, foram afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, sendo que algumas empresas perderam até 50% do faturamento”.

Para 2026, Da Rocha espera “um ano ainda mais desafiador”. Segundo ele, “o crédito caro e restritivo será um freio poderoso para a manutenção ou crescimento do investimento”.

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