Fórmula 1 apresenta carros de 2026 com motor híbrido mais potente
Fórmula 1 apresentou nesta quarta-feira (17) o protótipo dos carros que serão usados a partir da temporada 2026 e detalhou o novo regulamento técnico da categoria. A apresentação ocorreu em evento oficial da F1, com divulgação de imagens e simulações virtuais feitas pela FIA. As mudanças buscam reduzir peso, alterar a aerodinâmica e ampliar a sustentabilidade dos carros. Os novos modelos terão aerodinâmica ativa e não contarão mais com o DRS. No lugar do sistema, asas dianteiras e traseiras móveis poderão ser ajustadas manualmente pelos pilotos em pontos definidos da pista. As asas serão mais simples, com menos aletas e novas áreas externas para desenvolvimento. O assoalho dos carros também muda de conceito a partir de 2026. O regulamento abandona o foco no efeito solo usado entre 2022 e 2025. As peças passam a ser majoritariamente planas, com difusores maiores e entradas de ar mais abertas. Com essas alterações, os carros terão menos pressão aerodinâmica e rodarão mais altos. A medida busca evitar o efeito de quique observado nos últimos anos. A FIA espera que o comportamento fique mais previsível e seguro. Outras mudanças estruturais incluem pneus mais estreitos e carros menores. A distância entre-eixos cai de 3,60 para 3,40 metros. A largura total diminui de dois metros para 1,90 metro. O peso mínimo dos carros será reduzido em 30 quilos. As aletas sobre os pneus dianteiros deixam de existir. As barras de proteção do chassi serão reforçadas para suportar 23% mais carga. As unidades de potência também passam por alterações profundas. O motor V6 1.6 a combustão será mantido, mas o MGU-H deixará de ser usado. O sistema híbrido passa a combinar o motor a combustão apenas com o MGU-K. A parte elétrica terá papel maior no desempenho dos carros. A potência gerada pelo MGU-K sobe para 350 kWh. A divisão de força entre motor elétrico e combustão será de 50% para cada. A categoria também cria o chamado “Modo Ultrapassagem”. O recurso poderá ser acionado quando o piloto estiver a menos de um segundo do adversário à frente. O sistema libera energia extra do motor elétrico para facilitar a manobra. O modo pode ser combinado ao “Modo Boost”, que utiliza a carga da bateria. O acionamento depende da quantidade de energia disponível. O objetivo é ampliar as opções de ataque e defesa durante as corridas. O gerenciamento da bateria também muda a partir de 2026. Pilotos e engenheiros poderão escolher como a recarga ocorrerá ao longo da volta. A energia poderá vir do motor ou do sistema de freios. Para isso, o Energy Recovery System será mais potente. O novo ERS permitirá recarregar a bateria com o dobro de energia por volta. A estratégia passa a ter papel ainda mais central nas provas. Outra novidade é a adoção de combustíveis sintéticos. Os novos combustíveis serão produzidos a partir de captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa não alimentar. A proposta é reduzir ainda mais a emissão de carbono sem perda de desempenho. A FIA também divulgou simulações virtuais do carro de 2026 em ação. Em uma das imagens, o modelo percorre uma volta pelas ruas de Mônaco. O vídeo mostra um carro mais estreito e com asa traseira simplificada, sem a beam wing.
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