Governador Jerônimo inaugura Nova Rodoviária da Bahia, que amplia geração de empregos, integra modais e redefine a mobilidade urbana de Salvador
A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador, inaugurada oficialmente nesta segunda-feira (19/01/2026) pelo governador Jerônimo Rodrigues, entra em operação com a proposta de ir além da mobilidade urbana. O equipamento passa a operar plenamente a partir da madrugada de terça-feira (20) e já se apresenta como um dos maiores projetos estruturantes da capital baiana nas últimas décadas, ao integrar, em um único complexo, rodoviária interestadual e intermunicipal, terminal de ônibus municipal, metrô, ligação com o Aeroporto Internacional e futura conexão com o VLT do Subúrbio Ferroviário, além de gerar emprego, renda e reordenar a dinâmica territorial de Salvador.
Implantada às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras, a nova rodoviária foi concebida para substituir o modelo fragmentado historicamente adotado na cidade, no qual os sistemas de transporte operavam de forma isolada, com baixa eficiência logística e elevado custo social para os usuários. O novo terminal reposiciona Salvador entre as capitais brasileiras com maior grau de integração modal, com impactos diretos sobre a mobilidade da população da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e de todo o interior do estado.
Impacto econômico e geração de empregos
Um dos efeitos mais imediatos da Nova Rodoviária da Bahia é o impacto econômico. De acordo com dados oficiais do governo estadual, o empreendimento gerou cerca de 2.500 empregos diretos e mais de 20 mil empregos indiretos, movimentando cadeias produtivas ligadas à construção civil, comércio, serviços, logística e segurança. A presença de mais de 200 pontos comerciais no complexo reforça o potencial de dinamização econômica permanente do equipamento.
Além do estímulo ao comércio formal, o terminal contribui para a valorização do entorno urbano, consolidando Águas Claras como uma nova centralidade econômica e funcional da capital. A concentração de fluxos de passageiros, trabalhadores e serviços tende a atrair novos investimentos privados, com reflexos diretos na renda e na arrecadação local.
Segurança, fiscalização e serviços públicos integrados
A estrutura da nova rodoviária incorpora serviços públicos permanentes, reforçando a presença do Estado e ampliando a sensação de segurança para usuários e trabalhadores. O complexo abriga unidades da Polícia Civil, Polícia Militar, Juizado de Menores, AGERBA, ANTT e Transalvador, além de um posto do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).
Essa configuração permite atendimento direto ao cidadão, fiscalização do transporte intermunicipal e interestadual e monitoramento integrado da operação, reduzindo gargalos administrativos e operacionais comuns em terminais antigos. O modelo aproxima o funcionamento da rodoviária aos padrões de grandes hubs de mobilidade contemporâneos, inspirados em terminais aeroportuários.
Percepção da população e mudanças na rotina urbana
Para os usuários, os efeitos da mudança são perceptíveis desde o primeiro contato com o novo espaço. A auxiliar de serviços gerais Maria das Graças avalia que a nova rodoviária é “mais organizada, limpa e confortável, com circulação mais fluida e menos congestionamento interno”. Já o estudante Lucas Ferreira destaca a integração direta com o metrô:
“Descer do trem e já estar dentro da rodoviária economiza tempo e torna a viagem menos cansativa”.
Moradores do entorno também relatam impactos positivos. A técnica de enfermagem Jaqueline Garcia observa que a chegada do terminal amplia oportunidades de emprego e contribui para a valorização imobiliária da região. A comerciária Fernanda Coutinho aponta que o aumento do fluxo de pessoas deve impulsionar o comércio local e atrair novos serviços, alterando a relação histórica do bairro com a cidade.
Um hub metropolitano de mobilidade integrada
Com 127.235 metros quadrados de área total e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi planejado como um hub de mobilidade multifuncional. O equipamento concentra 363 linhas intermunicipais, além de dez linhas metropolitanas e diversas linhas urbanas, com previsão de circulação diária de aproximadamente 20 mil passageiros e cerca de mil ônibus por dia.
A infraestrutura inclui 41 plataformas de embarque, 24 de desembarque, 34 áreas para estacionamento de veículos operacionais e 847 vagas para automóveis, das quais 711 rotativas. A futura integração ao VLT do Subúrbio Ferroviário, atualmente em obras, ampliará o alcance territorial do sistema, conectando áreas historicamente marginalizadas da malha urbana formal ao transporte estruturante.
Continuidade de políticas públicas e papel do governador Jerônimo Rodrigues
Durante a inauguração, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou que o novo equipamento reflete “uma visão moderna, que tem transformado a capital baiana com investimentos que ampliam a mobilidade e outras áreas”. A fala sintetiza o papel assumido pelo atual governo na consolidação de um ciclo de políticas públicas iniciado nas gestões de Jaques Wagner e aprofundado nos governos de Rui Costa, especialmente no campo da mobilidade urbana e metropolitana.
Ao conectar rodoviária, metrô, ônibus municipal, aeroporto e VLT, o governo Jerônimo Rodrigues promove uma integração inédita de modais, transformando equipamentos antes dispersos em um sistema coerente, funcional e interdependente. Trata-se de uma inflexão estrutural na forma como Salvador organiza seus fluxos de pessoas, mercadorias e serviços.
Infraestrutura viária e reposicionamento urbano
A nova rodoviária se articula a um conjunto de grandes sistemas viários implantados ou ampliados nas últimas duas décadas, como a Via Expressa, a Avenida 29 de Março e os acessos à BR-324. Esse arranjo contribui para desconcentrar fluxos historicamente sobrecarregados nos eixos ACM–Tancredo Neves e induz um modelo de cidade policêntrica.
Ao concentrar investimentos em Águas Claras, o Estado promove um reposicionamento funcional da capital, estimulando o desenvolvimento econômico em territórios populares e acelerando os impactos socioeconômicos da intervenção, com reflexos na mobilidade, no uso do solo e na oferta de serviços.
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