Investigados na ‘Operação Luxúria’ são indiciados por mais uma extorsão sexual no ES
Os investigados na chamada Operação Luxúria voltaram a ser indiciados por mais um caso de extorsão sexual no Espírito Santo. A Polícia Civil (PCES) concluiu, nessa segunda-feira (5), a investigação de um crime ocorrido em Venda Nova do Imigrante e confirmou que os autores são os mesmos presos na operação realizada em dezembro do ano passado.
Segundo a Polícia Civil, o grupo já fez pelo menos 27 vítimas no estado. O esquema era liderado por Camila Francis da Silva e pelo companheiro dela, Washington Henrique dos Passos. Uma terceira envolvida, Wilza de Lima Alves, também participava da ação criminosa. Os três foram presos durante a Operação Luxúria.
De acordo com as investigações, Camila criava perfis falsos em sites de relacionamento para atrair vítimas, principalmente homens casados. Após o primeiro contato, as conversas evoluíam e, em seguida, começava a extorsão.
As vítimas passavam a receber ameaças constantes. O grupo dizia que iria “acabar com a vida” dos alvos, expor conversas íntimas e enviar mensagens para familiares. Em alguns casos, vídeos de pessoas sendo mortas eram enviados para intimidar quem resistia a fazer os pagamentos.
O caso mais recente, concluído nesta semana, havia sido registrado em setembro do ano passado. Com o avanço das apurações, a polícia conseguiu ligar esse crime diretamente aos investigados da Operação Luxúria.
“No mês de dezembro, identificamos que os supostos autores — duas mulheres, de 34 e 41 anos, e um homem, de 37 — eram os mesmos investigados na Operação Luxúria”, explicou o delegado Eduardo Oliveira, titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Venda Nova do Imigrante.
Ainda segundo a Polícia Civil, o esquema movimentou mais de R$ 600 mil em menos de seis meses, um valor considerado incompatível com a realidade financeira dos suspeitos. Um deles, inclusive, recebia benefício do programa Bolsa Família.
As investigações apontam que o dinheiro extorquido era depositado em contas bancárias de terceiros, abertas exclusivamente para receber os valores. Camila, apontada como líder do grupo, não tinha emprego formal, mas exibia nas redes sociais viagens para destinos como Dubai, Maragogi e Jericoacoara. Segundo a polícia, cirurgias plásticas feitas pela filha dela também teriam sido pagas com dinheiro das extorsões.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam na casa do casal objetos de luxo, como relógios, óculos, perfumes importados, dinheiro em espécie e um carro avaliado em cerca de R$ 120 mil. Todo o material foi registrado e será usado como prova no inquérito.
Os investigados foram indiciados por crimes de extorsão majorada, associação criminosa e lavagem de capitais.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, já que há indícios de que o grupo tenha feito vítimas também fora do Espírito Santo.
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