Preço do arroz cai 36% em um ano e gera impasse entre produtores e compradores no Tocantins
Os preços do arroz no Brasil deixaram de cair e começaram a se sustentar no fim da entressafra, inclusive no Tocantins. Conforme os dados do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea), os produtores estão pedindo valores mais altos pelo cereal, o que tem acirrado as negociações com os compradores no Estado. Enquanto os produtores solicitam R$80 por saca, os compradores tocantinenses oferecem R$75, o que gerou um impasse.
Esse cenário ocorre após um período de forte queda nos preços do arroz no país. O cereal encerrou 2025 com preço médio de R$72 por saca no campo, valor 36% inferior ao registrado em 2024. Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a retração nos preços pagos aos produtores resultou em alívio ao consumidor, que pagou 25% menos pelo produto.
Nos anos recentes, o mercado do arroz passou por grande instabilidade. A migração de produtores para o cultivo da soja, considerada mais rentável e com maior liquidez, reduziu a área plantada de arroz. Na safra 2023/24, o país semeou 1,48 milhão de hectares, com produção de 10 milhões de toneladas. A menor oferta e a competitividade das exportações elevaram o preço médio ao produtor para R113 por saca em 2024, o que também impactou o consumidor final.
A valorização estimulou o aumento do plantio na safra 2024/25, resultando em uma produção recorde de 12,8 milhões de toneladas. No entanto, a maior oferta combinada à queda da demanda externa provocou nova redução nos preços no campo e no varejo. Esse movimento afetou o Valor Bruto da Produção (VBP), que caiu de R$24,8 bilhões em 2024 para R$14,4 bilhões no ano seguinte.
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