União Europeia barra carne brasileira por falta de garantias sobre antibióticos

A União Europeia (UE) publicou, nesta terça-feira (12), uma lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária, com uma ausência notável: o Brasil.
A lista, validada por países europeus, estabelece quais países terceiros (incluindo Argentina, Colômbia e México) poderão continuar exportando carne para a Europa a partir de setembro, por cumprirem as normas sanitárias europeias.
No entanto, por ora, o Brasil não está incluído, pois não forneceu à UE garantias quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na pecuária.
A lista poderá ser atualizada em breve, assim que as autoridades brasileiras responderem a Bruxelas.
A publicação da lista reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).
O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, aguardando decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.
“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.
Segundo as normas europeias, o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção é proibido. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas.
Essas medidas fazem parte da política europeia de combate à resistência dos micróbios aos medicamentos e de evitar o uso desnecessário de antibióticos.
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