Arte que se encontra na rua: Balneário Camboriú tem um Museu a Céu Aberto, que em breve terá novidades

Jan 18, 2026 - 01:00
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Arte que se encontra na rua: Balneário Camboriú tem um Museu a Céu Aberto, que em breve terá novidades

Nem todo mundo sabe, mas Balneário Camboriú abriga um verdadeiro museu a céu aberto. Espalhadas por muros e espaços públicos da cidade, obras de arte urbana e de muralismo transformam o cotidiano em galeria e fazem parte do Museu a Céu Aberto de Balneário Camboriú (MCA), um projeto que cataloga, preserva e divulga essas intervenções artísticas. 

Em meio à alta temporada e com a cidade tomada por turistas, o MCA ganha ainda mais relevância ao revelar um lado cultural muitas vezes desconhecido por quem visita o destino apenas pelas praias, reunindo obras assinadas por artistas locais, nacionais e internacionais que ajudam a contar a história, a identidade e a diversidade de Balneário Camboriú.

Mural trecho 2 da Avenida Martin Luther, obra do artista Luis Felipe Berejuk (Divulgação)

O presidente da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Allan Muller Schroeder, explica que o Museu a Céu Aberto (MCA) é um instrumento muito importante da cidade, porque ele, além de valorizar os artistas locais, realça também uma parte importante de memória, de patrimônio da cidade. 

Obra em homenagem a Adelaide Nascimento Rocha, moradora histórica da Praia de Taquaras. Localizada na Linha de Acesso Praias Rodesindo Pavan S/N (Divulgação/FCBC)

“Interligar essas obras artísticas todas é o papel dele, de modo que realmente a cidade, tanto o morador quanto o turista, possa ter acesso a essas artes visuais. Quanto às novidades, já em 2025, mas especialmente agora em 2026, tivemos e vamos continuar tendo a ampliação do acervo. Nós tivemos alguns murais que já foram desenvolvidos e também bustos ao longo de 2025, mas isso vai se ampliar agora para 2026. Temos a perspectiva de nove bustos sobre personalidades de Balneário Camboriú e temos alguns processos em andamento, concluímos agora, por exemplo, a reforma da pintura da Vila do Artesanato que passa a ser parte do Museu a Céu Aberto também, do artista Mai Bavoso”, diz.

Em breve também começará um mural no Viaduto Zeferino Preto, que leva para o Cristo Luz, além de uma homenagem na Praça da Bíblia à Dona Eulina, a seresteira de Balneário que faleceu em 2025. 

Homenagem a Anderson Kross, o “Folha”. Está na Rua Pedro Pinto Felipe, 162 – São Judas Tadeu, Balneário Camboriú (Divulgação/FCBC)

“E todos esses grafites, essas artes, vão passar a ser parte do Museu a Céu Aberto. Também é importante ser dito que a contratação dos artistas se dá através do nosso edital de credenciamento, que é uma ferramenta de valorização das artes visuais da cidade e dos artistas locais, que podem ser contratados pelo poder público para fornecer o seu serviço artístico”, acrescenta.

Allan aponta ainda que, além disso, para este ano também vai ter mais novidades, que é a reformulação do site do Museu a Céu Aberto, para ele ficar mais interativo, de modo que possa ter mais conexão com o público. 

Também vai ser iniciado um processo de instalação de plaquinhas com QR Code nos monumentos que fazem parte do MCA. 

Foto 1: Busto Aldo Novais no Paço Municipal Prefeito Aldo Novaes, R. Dinamarca, 320/Nações / Foto 2: Busto Vereador Altamiro Domingo Castilho na Via Gastronômica – Rua Dom Afonso, 826/Vila Real / Foto 3: Busto Prefeito Ewaldo Schaefer na Via Gastronômica – Rua Dom Afonso, n. 268/Vila Real. Fotos: Divulgação/FCBC

“Através do projeto Aqui Tem Memória, que aprovamos no plano de aplicação de recursos da Política Nacional Adir Blanc para esse ano de 2026. Então, isso também vai permitir maior conexão para que as pessoas realmente possam fazer roteiros entre esses monumentos e essas obras. Por exemplo, como foi feito, e foi bem bacana a experiência que a gente teve, na parceria com o Convention Bureau, no Balneário Saboroso, no mês de julho de 2025, onde teve a Caça ao Museu a Céu Aberto, que foi uma gamificação que eles fizeram dentro do Balneário Saboroso, e isso acaba estimulando o acesso das pessoas, seja moradores ou turistas, a essas obras, essas artes, que muitas vezes estão do nosso lado, e a gente nem conhece ou não sabe a história, não sabe o artista que fez. Às vezes no cotidiano do dia a dia a gente passa por várias obras artísticas e não toma conhecimento delas”, completa.

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