EDITORIAL: Escolhas e prioridades
Trata-se de resguardar as melhores relações de trabalho, com todas as garantias devidas, a bem da população e do serviço público
Quem se atém às declarações do governador Fábio Mitidieri custa a crer no noticiário. Enquanto a comunicação oficial alardeia supostos avanços na saúde estadual, por exemplo, profissionais da área comem o pão que o diabo amassou.
Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou que o estado de Sergipe e a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) cumpram, no prazo máximo e improrrogável de 60 dias, todas as obrigações pendentes de um acordo judicial firmado em fevereiro de 2024.
A atuação do MPF se dá após o órgão detectar que a Secretaria de Estado da Saúde pretendia desligar profissionais temporários antes mesmo da nomeação dos concursados. Houve o entendimento de que essa medida colocava em risco o atendimento à população e poderia abrir brecha para a terceirização irregular via Organizações Sociais (OSs), o que violaria o acordo judicial vigente.
Não há razão para fazer de outro modo, escolhas revelam prioridades. O governo do estado, aliás, não se cansa de divulgar uma situação fiscal das mais confortáveis. Se é assim mesmo e as burras de Sergipe transbordam de recursos, o melhor seria cumprir todos os compromissos com o funcionalismo, sem protelação.
Profissionais concursados não são melhores, nem piores, do que os atuais prestadores de serviços contratados pela FHS. A questão é de outra ordem. Trata-se de resguardar as melhores relações de trabalho, com todas as garantias devidas, a bem da população e do serviço público.
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