Entre 2016 e 2025, Sergipe registrou 26.634 acidentes de trabalho e 188 mortes por acidentes de trabalho
Morrer com as mangas arregaçadas, enquanto emprega a força dos braços para realizar um trabalho, é realidade vivenciada em todo o território brasileiro. Em Sergipe, felizmente, os casos de acidentes fatais fazem exceção, não uma regra.
Entre 2016 e 2025, Sergipe registrou 26.634 acidentes de trabalho e 188 mortes por acidentes de trabalho. Os dados são da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O estado ocupa a 23ª posição no ranking nacional tanto em número de acidentes quanto de mortes. Os dados consideram apenas trabalhadores com carteira assinada.
O cenário nacional é outro, dramático: No mesmo período, em âmbito nacional, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores.
A dádiva de um trabalho com carteira assinada, em contexto de informalidade massiva, não é ignorada por nenhum brasileiro com algum juízo, especialmente após a pandemia. Há fatalidades, no entanto. Para estes casos, e também os lamentáveis episódios de negligência, há uma rede bem urdida de proteção social, cujos nós foram apertados com a CLT – tão atacada por certos liberais.
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