Investigação liga PCC a treino de jovens para crimes
Jardel Neto Pereira da Cruz, 28, conhecido como “Dedel” e “Vrau Nelas”, é investigado pela Polícia Federal por treinar adolescentes para cometer homicídios a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima.
Segundo a apuração, ele passou a atuar no estado em 2021, após sair de São Paulo, com a missão de ampliar a presença da facção. Para isso, teria usado jovens por causa das punições mais leves previstas em lei. Jardel é namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo por suspeita de ligação com o grupo criminoso.
De acordo com a investigação, o envolvimento de menores fazia parte de uma estratégia do PCC. Jardel teria orientado os jovens sobre como agir em ataques e cobrado postura mais violenta dos integrantes locais. Para a PF, a escolha por adolescentes buscava dificultar a responsabilização criminal da facção.
Vídeos e exposição nas redes
As apurações identificaram vídeos publicados nas redes sociais em que Jardel aparece ensinando formas de agressão a outros jovens.
O material, segundo a polícia, servia para intimidar integrantes do grupo e reforçar a hierarquia interna. Ele também usava as redes para mostrar armas, dinheiro e mensagens de apoio ao PCC.
Chegada a Roraima e cargo interno
Natural de Santa Inês, no Maranhão, Jardel chegou a Roraima no início de 2021. A PF afirma que ele assumiu uma função de comando regional, conhecida no grupo como “Geral do Estado”. O cargo envolve coordenar as ações da facção, participar de decisões internas e aplicar punições.
Ainda segundo a investigação, ele atuava na venda de drogas e armas e ajudava a articular ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema prisional e das forças de segurança.
Prisão e condenação
Jardel foi preso em 2021 durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, coordenada pela Polícia Federal. O processo resultou em condenação a oito anos de prisão por tráfico de drogas e organização criminosa. Atualmente, ele cumpre a pena em liberdade condicional.
Na denúncia, o Ministério Público de Roraima apontou que o réu se declarou integrante do PCC e afirmou seguir as lideranças regionais da facção.
Nova investigação e suspeita de lavagem de dinheiro
Além da condenação já existente, Jardel e a delegada Layla Lima Ayub são investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou buscas em endereços em São Paulo e no Pará.
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