Nilda confirma reforma administrativa em Parnamirim, com criação de Secretaria de Licitações e Contratos
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A prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz (Solidariedade), confirmou que vai realizar uma reforma administrativa na gestão municipal. Em entrevista à TV Agora RN nesta quarta-feira 14, a gestora informou que as mudanças deverão ser implantadas em até 90 dias após a publicação de uma lei complementar que trata do tema. O texto foi aprovado pela Câmara Municipal em 18 de dezembro e aguarda a sanção da prefeita.
A principal novidade da reforma será a criação da Secretaria Municipal de Licitações e Contratos (Semlic). Outras pastas já existentes terão mudanças em nomenclaturas e atribuições, além da reestruturação de adjuntos e departamentos internos. Além disso, dezenas de cargos serão extintos.
Segundo a prefeita, a Secretaria Municipal de Licitações e Contratos foi pensada para dar mais transparência e racionalidade aos processos licitatórios e à aplicação dos recursos públicos. “É para a gente dar ainda mais transparência no processo de compras, no processo licitatório da nossa cidade. A gente defende a licitação com transparência para fazermos bom uso do dinheiro do povo”, enfatizou Nilda Cruz.
Questionada sobre quando as mudanças estruturais serão implantadas, ela respondeu: “Daqui uns 90 dias”.
Além da reforma administrativa, Nilda afirmou que fará outros ajustes na gestão, com remanejamentos internos e aprimoramento dos fluxos administrativos. Segundo Nilda, o processo vem sendo construído com diálogo e avaliação interna. Ela indicou que pode haver trocas de secretários, mas não antecipou quais mudanças serão feitas.
“Vamos ter pequenas alterações. Eu acredito muito no processo de formação, de capacitação, para que cada dia mais a gente possa estar dando os resultados por meio do nosso conhecimento técnico, mas também por meio das nossas atitudes acolhedoras e humanizadas para o povo de Parnamirim”, declarou.
Segundo a prefeita, essas mudanças pontuais já deverão ser publicadas no Diário Oficial do Município “nas próximas semanas”.
Ajuste fiscal e dívidas herdadas
Ao tratar da situação financeira do município, a prefeita contextualizou que a reforma administrativa ocorre após um primeiro ano de gestão marcado por ajustes fiscais e pagamento de dívidas herdadas da administração anterior. Segundo ela, o município ainda não atingiu o cenário ideal de equilíbrio entre receitas e despesas, mas conseguiu apresentar resultados concretos.
“Não está ainda como nós gostaríamos, em relação receita e despesas, mas, diante do quadro financeiro crítico que a gente herdou, nós terminamos o ano, graças a Deus, dando muitos resultados à nossa população”, afirmou.
A prefeita informou que, ao longo do primeiro ano de governo, foram quitadas dívidas que ultrapassam R$ 40 milhões. “Foi um ano muito difícil. A gente cumpriu 12 meses, mas, na verdade, não foram só 12 meses; foram 15. A gente pagou dívidas de outubro, novembro e dezembro de 2024”, explicou.
Ela ressaltou que, mesmo diante desse cenário, a gestão priorizou a continuidade dos serviços públicos. “Honramos as despesas da nossa gestão, mas sempre pensando no bem da coletividade, porque os serviços não podem parar. E a população não pode ser vítima da gestão anterior, que não honrou seus compromissos”, declarou.
A saúde pública foi apontada pela prefeita como uma das principais prioridades do governo municipal, especialmente diante da situação encontrada no início da gestão. Nilda relatou que iniciou o mandato, em janeiro de 2025, acompanhando de perto a realidade da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
“Eu iniciei o ano de 2025 dentro da UPA”, afirmou. Segundo ela, houve um conjunto de ações imediatas para normalizar o funcionamento da unidade. “Hoje nós temos a farmácia da UPA reabastecida, com todos os insumos e medicamentos, três ambulâncias à disposição”, contou.
A prefeita também destacou a substituição de equipamentos do laboratório e a ampliação da capacidade de atendimento. “Fizemos a substituição dos equipamentos do laboratório, que estava ali havia mais de nove anos. Na hora que a gente substitui os equipamentos, a gente está contribuindo para dar mais agilidade aos resultados dos exames laboratoriais”, explicou.
Entre os avanços mencionados, estão a redução de filas reprimidas. “Zeramos várias filas. Zeramos a fila reprimida das fraldas geriátricas e também a fila em relação ao kit das pessoas com diabetes”, afirmou. A prefeita também citou a realização de cirurgias eletivas. “Já realizamos mais de 900 cirurgias até a presente data”, disse, acrescentando que procedimentos foram retomados na Maternidade Divino Amor após um período de paralisação na gestão anterior.
Durante a entrevista, Nilda Cruz destacou ainda a ampliação dos recursos federais destinados à saúde de Parnamirim, fruto de articulação junto ao Ministério da Saúde. A prefeita comemorou a ampliação do teto financeiro da média e alta complexidade. No fim do ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, autorizou o repasse de mais R$ 16 milhões por ano para a cidade, elevando o teto anual para cerca de R$ 41 milhões.
De acordo com a prefeita, o incremento é resultado da regularização de informações e procedimentos que antes não eram corretamente informados ao governo federal. “A gente vinha perdendo alguns recursos exatamente pela falta do faturamento, pela falta da informação para a União. E por que essa informação não estava chegando? Por falta de equipamentos, por falta de RH. E hoje essa situação está resolvida”, declarou.
Relação com a oposição e estilo de gestão
Ao comentar o ambiente político no município, a prefeita avaliou com tranquilidade a atuação da oposição. “Todas as pautas que a oposição hoje leva para as mídias e fala são demandas herdadas da gestão passada”, afirmou.
Nilda também falou sobre seu perfil de gestão, marcado pela presença constante nas comunidades, o que, segundo ela, faz parte do compromisso com o diálogo direto com a população. “Como é que você vai escutar a população? Só dentro do gabinete? Não, você tem que estar no gabinete para fazer a parte administrativa e você tem que ir na rua”, disse.
Ela rejeitou críticas de que essa atuação representaria excesso de exposição. “A questão de mídias é uma crítica injusta, porque quem não faz mídia hoje? Todos nós fazemos. E o meu nome cresceu em Parnamirim, não foi por causa de mídias, foi o trabalho”, afirmou.
“Todas as mídias que eu tenho feito, desde quando eu estava vereadora e hoje prefeita, é levando para a população o resultado de um trabalho. Eu não vou parar, vou continuar dialogando com o povo, indo até as UBS, às nossas escolas, participando dos eventos, porque a gente tem que ouvir a população”, acrescentou.
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