Servidora efetiva de Balneário Camboriú estava supostamente recebendo sem trabalhar
O vereador Naifer Neri apurou que uma funcionária efetiva da prefeitura de Balneário Camboriú supostamemte está há 10 meses sem trabalhar, mas recebendo salário líquido de R$ 7.085,37 mensais.
Naifer relatou ao Página 3 que a funcionária teria pedido licença sem vencimentos em março de 2023, concedida por um período de dois anos, vencido em fevereiro de 2025.
O Página 3 não conseguiu contato com a funcionária, mas o espaço está aberto para sua manifestação.
“ Pagaram o salário até dezembro, todos os meses, os Valores brutos ultrapassam R$ 110 mil, sem contar a parte previdenciária. Eu estou fazendo uma ação de fiscalização em relação aos funcionários cedidos para entidades e descobri essa situação”, disse o vereador naifer.
O que diz o secretário
O jornal procurou o secretário Ary, que afirmou que lamenta a situação. Ele informou que desde julho/2025 a prefeitura está implantando um sistema de auditoria interna na folha de pagamento.
“Temos muitos servidores – 7994 (incluindo inativos), um volume despendido alto também. Hoje, quando o funcionário é convocado, o sistema parte da premissa que está trabalhando, o sistema assume isso. O registro ponto biométrico indica banco de horas, adicionais noturno, inclui na folha de pagamento… essa mulher, que é fonoaudióloga, estava em licença sem vencimento, pediu exoneração, mas tinha débitos com o município por questão antiga, então não foi autorizada a demissão, e ela simplesmente não veio mais trabalhar”, explicou.
Para o sistema, continuou a licença sem vencimento, porque não foi autorizada a rescisão, mesmo com a servidora não tendo comparecido mais.
Ela estava parada esse tempo todo – desde 2023.
“No sistema constava licença de vencimento até fevereiro/2025, mas que licença? Nenhuma, porque não existia. Alguém pode ter colocado licença no sistema para ‘empurrar’. Em fevereiro expirou a ‘licença’, que não existia, voltou a ser visível no sistema de pagamento e ela estava recebendo, porque o sistema voltou a entender que ela estava trabalhando, a menos que o RH manualmente informasse que não, e isso não aconteceu”, comentou.
O secretário de gestão de pessoas, Ary Souza, alegou que o sistema da prefeitura parte da premissa que se está no cadastro, recebe salário, e mesmo morando em Curitiba e não atuando mais em Balneário, a mulher recebeu os valores – não se sabendo ainda se ela sacou o dinheiro ou se deixou na conta salário.
A alegação é espantosa, mostrando descontrole por parte do maior empregador da cidade.
“O sistema é falho, discutimos desde julho um modelo de auditoria para coibir essas distorções, ainda ontem (terça, 13) eu suspendi os pagamentos, determinei instalação de processo administrativo para apurar valores pagos, faremos contato com ela na quinta-feira (15), e ela terá que explicar a situação. Vamos pedir a devolução dos valores recebidos”, contou.
A situação da servidora não é inédita. No governo do prefeito Fabrício Oliveira, em 2024, quando ela estava de licença sem vencimento, supostamente recebeu valores indevidos, que não foram devolvidos.
“Identificamos um processo, que chegou a ser instaurado, mas não foi aberto e ela nem chegou a ser notificada. Não foi tomada nenhuma ação e agora aconteceu de novo. O problema é do sistema, mas não podemos mais aceitar isso e estamos buscando corrigir essa falha. É ainda mais grave porque o problema já havia sido identificado pela gestão anterior e não foi feito nada para criar um mecanismo para coibir. Nossa ideia agora é fazer auditoria, que seja algo recorrente em todos os pagamentos, e em função deste caso é algo que se torna ainda mais urgente”, completou Ary.
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