Alexandre de Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. O ex-mandatário cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar – Papudinha – em Brasília.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde o dia 13 de março, quando apresentou quadro súbito de mal-estar em sua cela e precisou ser levado ao hospital.
Em decorrência do estado de saúde de Bolsonaro, no dia 18 de março, a defesa entrou com um novo pedido de prisão domiciliar ‘humanitária’. Na ocasião, o ministro solicitou que fosse apresentado em 48 horas o prontuário médico e demais informações atualizadas sobre:
- Internação;
- Exames realizados;
- Medicamentos que estão sendo administrados;
- Condições gerais de saúde do custodiado.
As informações foram encaminhadas no dia seguinte, o que ocasionou a decisão do ministro de solicitar manifestação da PGR sobre o pedido de prisão domiciliar.
O pedido de Moraes acontece em uma semana em que o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, esteve com o ministro para pedir a prisão domiciliar do pai. Segundo ele, o papo foi “bastante tranquilo e objetivo”. “Ele num momento oportuno, ficou de avaliar o pedido. Não deu prazo para a decisão, tem o tempo que achar necessário”.
Flávio, que agora também está registrado como um dos advogados do ex-presidente, destacou o argumento de que a falta de acompanhamento constante no presídio pode acarretar o óbito do presidente. Para ele, o ex-presidente estaria melhor amparado em reclusão domiciliar.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também reforçou a Moraes o pedido de prisão domiciliar. O argumento foi a condição de saúde do ex-presidente, que está internado desde a última sexta-feira (13) devido a uma infecção nos pulmões.
Bolsonaro não tem previsão de alta
Jair Bolsonaro manteve nesta sexta-feira uma boa evolução clínica e laboratorial, de acordo com o boletim médico divulgado. Entretanto, a nota do Hospital DF Star informou que o ex-chefe do Executivo segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora e não tem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O ex-mandatário foi internado com broncopneumonia, uma infecção que se espalha por várias partes dos pulmões, atingindo as pequenas estruturas por onde o ar passa (os bronquíolos e os alvéolos).
Na maioria das vezes, a doença é provocada pela invasão de bactérias, vírus ou fungos. No entanto, um sinal de alerta vai para as gripes, resfriados e outras doenças respiratórias mal tratadas. Quando as infecções mais simples não são cuidadas corretamente, elas podem se agravar e se tornar uma broncopneumonia.
A médica plantonista que atendeu Jair Bolsonaro na prisão relatou que a transferência para o Hospital DF Star, na semana passada, ocorreu em razão do “risco de morte” do ex-presidente.
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