Alta na inadimplência em cartões de crédito chama atenção do BC

Set 24, 2026 - 22:00
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Alta na inadimplência em cartões de crédito chama atenção do BC

O presidente do BC também ‌afirmou que o cartão de crédito, com nível de inadimplência em 65%, é um produto com “problema de design”.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Presidente do Banco Central (BC), o economista Gabriel ​Galípolo revelou, nesta ​quinta-feira, sua preocupação quanto à oferta de crédito, no ​Brasil, e ​destacou o alto nível de inadimplência no ​cartão de crédito. Segundo Galípolo, o BC está preocupado com ‌as ofertas de ‌crédito “agressivas ​ou mesmo predatórias”.

Gabriel Galípolo
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, aponta erro no design do sistema de cartões de crédito, no país

O presidente do BC também ‌afirmou que o cartão de crédito, com nível de inadimplência em 65%, é um produto com “problema de design”. Galípolo pontua ainda que é importante estabelecer ‌medidas de prevenção e transparência na área, elevando a conscientização ​sobre a contratação de crédito.

Mais ‌cedo, o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de ‌Riscos Corporativos do ‌Banco Central, Paulo Picchetti, disse que o crédito no Brasil segue crescendo, mas com desaceleração das concessões como resultado da ​política monetária. Picchetti, ​que acumula atualmente a diretoria de Política Econômica do BC, e Galípolo participaram, nesta manhã, de entrevista coletiva sobre o ‘Relatório de Política Monetária’.

 

Nos EUA

A questão do crédito tomado por países foi alvo nesta quinta-feira, por sua vez, de definição do Fundo Monetário Internacional (FMI) de ajustes específicos na concepção e na aplicação de seus programas de ‌empréstimo, incluindo um foco em menos reformas, porém mais profundas, para refletir os desafios de uma economia global mais suscetível a ‌choques.

Grupos da sociedade civil têm manifestado preocupação de que a revisão possa levar os países em desenvolvimento a enfrentar medidas de austeridade mais rigorosas, em um momento em que já estão sobrecarregados com o aumento da dívida pública, custos crescentes de endividamento, quedas acentuadas na ajuda ‌oficial ao desenvolvimento e choques sistêmicos sucessivos.

O FMI afirmou que as recomendações incentivam ajustes fiscais mais antecipados e sustentados — ou cortes orçamentários —, pois estão associados a maiores chances de sucesso dos programas. Mas ressaltou que essa antecipação deve ocorrer apenas na medida do possível, acompanhada de medidas realistas para impulsionar o ​crescimento e gastos sociais adequados para proteger os vulneráveis.

— O quadro, em linhas gerais, está adequado. Mas, como o contexto está mudando e há tensões sociais em vários países-membros, precisamos garantir que nossas reformas sejam adequadamente adaptadas. Isso significa um foco claro em menos reformas, porém mais profundas — resumiu Rishi Goyal, vice-diretor do departamento ​de estratégia, políticas e revisão do FMI.

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