Após um mês de guerra, premiê do Líbano diz que não há fim à vista

Abr 2, 2026 - 11:00
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Após um mês de guerra, premiê do Líbano diz que não há fim à vista
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BEIRUTE, 2 Abr (Reuters) – O primeiro-ministro libanês, Nawaf ⁠Salam, disse na quinta-feira que não há fim à ‌vista para uma guerra que já deslocou um milhão de pessoas no último mês.

O Líbano está entrando no segundo mês ‌de conflito entre o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, e Israel, que prometeu ocupar áreas do sul do Líbano como parte de uma ‘zona de segurança’ para proteger seus próprios residentes do norte.

‘O Líbano se tornou vítima de uma guerra — uma ⁠guerra ‌cujos resultados e data de término ninguém pode prever’, disse ⁠Salam aos repórteres na quinta-feira, após uma reunião de seu gabinete.

‘As posições das autoridades israelenses e as práticas de seu Exército revelam objetivos de longo alcance, incluindo uma expansão significativa da ocupação dos territórios libaneses, conversas perigosas ​sobre o estabelecimento de zonas-tampão ou cinturões de segurança e o deslocamento de mais de um milhão de libaneses’, ​declarou Salam.

A afirmação de Israel de que seus militares manterão o controle do sul do Líbano alimentou os temores de uma ocupação de longo prazo, depois que a presença israelense de duas décadas terminou em 2000.

Salam disse que seu ‌governo redobrará os esforços diplomáticos e políticos ​para acabar com a guerra. Até o momento, o presidente libanês Joseph Aoun não respondeu a um pedido de conversações diretas com Israel.

Israel continuou a ⁠realizar ataques no ​Líbano depois que ​um cessar-fogo de 2024 encerrou sua última guerra com o Hezbollah, mantendo tropas estacionadas ⁠em cinco posições no topo ​de colinas no sul do Líbano.

Israel lançou uma campanha aérea e terrestre em grande escala depois que o Hezbollah disparou contra Israel ​em 2 de março, em solidariedade ao Irã, após EUA e Israel iniciarem sua guerra contra Teerã.

Salam, sem ​citar o nome ⁠do Hezbollah, condenou os ataques coordenados realizados com a Guarda Revolucionária do Irã.

Mais de ⁠1.300 pessoas foram mortas em ataques israelenses e cerca de um quinto da população do Líbano foi deslocada. Israel emitiu ordens de retirada que abrangem cerca de 15% do território libanês.

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