ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DESO

Dez 30, 2025 - 18:00
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ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DESO

ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE – DESO, REALIZADA NO DIA 23 DE DEZEMBRO DE 2025.

 

Aos vinte e três dias do mês de dezembro do ano de dois mil e vinte e cinco, às quatorze horas e trinta minutos, reuniu-se, extraordinariamente, o Conselho de Administração da DESO, com a presença dos Senhores WALTER PEREIRA LIMA, LUCIANO GOIS PAUL, MARIO CESAR VASCONCELOS FREIRE DE CARVALHO, BRUNO NUNES SAD, RAIMUNDO JOSÉ CARDOSO FILHO, CARLOS FERNANDES DE MELO NETO e EDUARDO JOSÉ CABRAL DE MELO FILHO, para deliberar sobre a seguinte pauta: 1) Analisar o balancete referente ao mês de outubro de 2025; 2) Apresentação dos principais contratos sob gestão da Diretoria Administrativa; 3) Analisar a proposta do Orçamento Empresarial para o exercício de 2026 e do Plano de Investimento 2026-2030; 4) Analisar a solicitação contida no ofício nº 2634/2025-SEFAZ; 5) O que ocorrer. O Senhor Walter Pereira Lima, Presidente deste Conselho, deu início aos trabalhos com a leitura da pauta constante na convocação. Por solicitação do conselheiro Luciano Gois Paul, o Presidente propôs a retirada do item 01 da pauta, justificando-a em razão da alta demanda da área técnica da DESO para o atendimento prioritário das solicitações contidas no item 04 desta reunião. A proposta de retirada foi acatada por unanimidade por todos os membros presentes. Ato contínuo, foi solicitada a presença do Sr. Wladimir Alves Torres, Diretor Administrativo, para apresentar o item 02. O Diretor iniciou a exposição detalhando o plano de Otimização Estratégica do Orçamento 2025, projeto de alta relevância desenvolvido em colaboração técnica com a Gerência de Orçamento Empresarial, cujas ações de revisão contratual iniciadas no corrente ano visam otimizar o ciclo de 2026, promovendo maior eficiência no uso dos recursos e alinhamento estratégico com as prioridades da DESO. Demonstrou-se que a análise criteriosa dos contratos vigentes permitiu uma proposta de redução global de 28,6% no orçamento previsto. O Sr. Wladimir destacou que as maiores oportunidades concentram-se em Logística e Segurança Patrimonial, responsáveis por 89% do impacto financeiro positivo. A estratégia contempla modernização tecnológica, por meio de vigilância remota em determinados postos, reestruturação da frota com redução de veículos, substituição por modelos mais econômicos e adoção de aluguel de carros sem motorista, além da revisão dos contratos de mão de obra, adequando a estrutura de pessoal à nova realidade da empresa. Ressaltou-se que todas as medidas foram planejadas para garantir a integridade dos serviços essenciais e a continuidade operacional. Fazendo uso da palavra, o conselheiro Carlos Fernandes de Melo Neto indagou qual foi o impacto específico na redução de custos com o aluguel de veículos, resultante da concessão dos serviços de distribuição de água e de esgoto. Na sequência, o conselheiro Eduardo José Cabral de Melo Filho questionou sobre a redução dos contratos de mão de obra. O Diretor respondeu que não dispõe das informações precisas no momento, mas que as fornecerá posteriormente, ressaltando o compromisso de acompanhamento detalhado dos resultados e de reportes aos conselheiros. Por fim, destacou que a Diretoria se dedicará ao aprofundamento dos estudos de viabilidade técnica para as inovações sugeridas, buscando maximizar os ganhos de eficiência e modernização operacional, garantindo sustentabilidade financeira e operacional da DESO. O Presidente parabenizou o Diretor pela apresentação e agradeceu pelos esclarecimentos. Na sequência, deu prosseguimento aos trabalhos, passando ao item 03 da pauta, e convidou a Superintendente de Gestão Empresarial, Camilla Araujo Coelho Oliveira, para apresentar o tema correspondente. A Superintendente informou que a construção da proposta orçamentária de 2026 foi conduzida pela FIA, com o suporte e acompanhamento da Diretoria Executiva da DESO, da Superintendência de Planejamento e Gestão Empresarial e da Gerência de Orçamento Empresarial. Em seguida, apresentou a proposta do Orçamento 2026, fundamentada em três pilares alinhados à nova realidade financeira da Companhia: receita realista, construção participativa e foco na sustentabilidade. O planejamento estabelece um valor total de R$ 481.800.000,00 (quatrocentos e oitenta e um milhões, e oitocentos mil reais), montante que define o teto para todas as despesas e garante que a proposta esteja rigorosamente compatível com a capacidade de arrecadação própria e independente da Companhia. Dentro da composição da receita, o faturamento IGUÁ representa a maior parcela (89,5%), seguido por créditos tributários (5,2%), faturamento FAFEN e parcelamentos (2,8%) e recuperação de serviços (2,5%). No âmbito das despesas, a estrutura de custos foi desenhada para assegurar a continuidade dos serviços essenciais, mantendo o equilíbrio entre arrecadação e gastos. O conselheiro Bruno Nunes Sad questionou a ausência de recursos provenientes da outorga no orçamento previsto para 2026. A Superintendente esclareceu que, para a construção do orçamento, foram considerados apenas recursos próprios, sendo que todo o montante oriundo da outorga está direcionado a investimentos, conforme será detalhado a seguir. Esclareceu ainda que o orçamento se concentra exclusivamente no custeio operacional, sendo que projetos de ampliação dos sistemas ou de recuperação de ativos serão viabilizados por fontes alternativas, preservando a função deste instrumento como ferramenta de controle do custeio. Em seguida a Superintendente apresentou a proposta do Plano de Investimentos para o período de 2026-2030, estruturada com base no estrito cumprimento das metas regulatórias e na sustentabilidade operacional da Companhia. O planejamento prevê um investimento global de R$ 1.704.861.790,02 (hum bilhão, setecentos e quatro milhões, oitocentos e sessenta e um mil, setecentos e noventa reais e dois centavos), montante que consolida a estratégia de longo prazo para a modernização e expansão da infraestrutura hídrica e a conclusão de obras de esgotamento sanitário presentes no Anexo XIV do Contrato de Concessão. A engenharia financeira do plano é liderada pela captação de recursos não onerosos, que responde por 65,1% do total, complementada por convênios governamentais (8,3%), financiamentos bancários a serem quitados com o recurso da outorga (20,6%), recursos de outorga (6,0%). A aplicação destes recursos prioriza a ampliação e a reforma dos sistemas de produção de água e esgotamento sanitário conforme lista constante no Plano de Investimento apresentado. A Superintendência reitera que o investimento total é imperativo para o cumprimento das obrigações estabelecidas nos Contratos de Produção e Interdependência, garantindo a segurança hídrica e a perenidade da DESO perante os desafios do setor de saneamento até 2030. Em continuidade, a Superintendente apresentou o Plano de Negócios e Estratégia de Longo Prazo da DESO para 2026–2030, que define a visão estratégica da Companhia no novo cenário pós-concessão parcial dos serviços de saneamento em Sergipe. O documento projeta um ciclo de excelência operacional, focado na segurança hídrica e na sustentabilidade financeira, apoiado em reestruturação organizacional, inovação e compromisso social. Entre os eixos centrais, destacam-se a recuperação e ampliação de ativos e o investimento em automação. A execução da estratégia será viabilizada por planejamento participativo e otimização de recursos, garantindo a perenidade da Empresa e reafirmando sua missão institucional de fornecer água de qualidade e contribuir para o desenvolvimento de Sergipe de forma transparente e orientada a resultados. Após as dúvidas serem sanadas, o Orçamento Empresarial 2026, o Plano de Investimentos 2026–2030 e o Plano de Negócios e Estratégia de Longo Prazo da DESO 2026–2030 foram colocados em votação, sendo aprovados por unanimidade. Dando continuidade à reunião pelo item 04, o Sr. Walter Pereira Lima convidou o Sr. Thiago Figueiredo de Almeida Lima, Contador, Auditor da DESO e Secretário do Conselho Fiscal, para participar da reunião. Após as formalidades iniciais, o Presidente apresentou os pareceres referentes ao Ofício nº 2634/2025-SEFAZ, encaminhado pela Secretaria de Estado da Fazenda de Sergipe, relativos à proposta de redução do capital social da DESO. Foram apresentados os pareceres do Comitê Técnico; da Área Técnica da DESO; da Superintendência Jurídica da DESO; da Fundação Instituto de Administração – FIA; e do Conselho Fiscal, procedendo-se à leitura das conclusões de todos os pareceres. O Presidente destacou o parecer do Comitê Técnico da DESO, órgão de assessoramento direto do Conselho de Administração, informando que, embora a proposta seja juridicamente fundamentada, não se mostra viável frente à atual situação operacional e financeira da Companhia, podendo comprometer a saúde financeira e a continuidade dos serviços prestados. Na sequência, passou-se a palavra ao Secretário do Conselho Fiscal, que ressaltou o empenho dos conselheiros fiscais em atender tempestivamente à solicitação do Conselho de Administração e apresentou o posicionamento do Conselho Fiscal, consolidado no documento produzido pelo colegiado. O Presidente retomou a palavra e enfatizou que, em análise inicial, o Conselho Fiscal se posicionou contrário à redução do capital social, destacando a necessidade de mais informações sobre excesso de capital, a importância das reservas atuais e a ausência de demonstrações financeiras consolidadas, recomendando que quaisquer ajustes patrimoniais observem os procedimentos técnicos e legais, preservando a sustentabilidade econômico-financeira da DESO. O Conselheiro Mário César Vasconcelos Freire de Carvalho destacou que, segundo o parecer jurídico, a proposta se fundamenta na hipótese de excesso de capital, prevista no Art. 173 da Lei nº 6.404/76, mas não foi apresentada documentação ou estudo técnico que comprove tal excesso após a reestruturação dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário. O parecer indica que, sem esses elementos, a operação carece de suporte técnico e jurídico adequado, não sendo possível aferir com segurança o impacto sobre a sustentabilidade financeiro-operacional e a continuidade dos serviços essenciais. O Conselheiro Bruno Nunes Sad ressaltou que, diante dos pareceres contrários, o Conselho de Administração não possui alternativa senão acompanhá-los, uma vez que não há fundamentação suficiente que comprove o alegado excesso de capital. Destacou que a análise deveria ocorrer após o encerramento do exercício, refletindo com precisão a situação patrimonial da Companhia, e manifestou seu voto contrário à redução do capital social. O Conselheiro Eduardo José Cabral de Melo Filho concordou integralmente com o posicionamento, acrescentando que a DESO opera em déficit operacional e que os R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais), não estão disponíveis em caixa, inexistindo viabilidade material para a operação, reforçando a observância às considerações técnicas já apresentadas. Diante disso, votou pela impossibilidade de atendimento ao pleito. O Conselheiro Mário César Vasconcelos Freire de Carvalho concordou integralmente com os conselheiros, ressaltando o não cumprimento do requisito legal e, nesse cenário, não vislumbra possibilidade de aprovação pelo Conselho. Os conselheiros Raimundo José Cardoso Filho, Carlos Fernandes de Melo Neto e Luciano Gois Paul acompanharam o posicionamento expresso pelos demais membros. Diante dos pareceres e posicionamentos apresentados, o Presidente do Conselho concordou com o entendimento do colegiado, e o Conselho deliberou pela não aprovação do pleito de redução do capital social, considerando os pareceres anexados a esta ata, que evidenciam a ausência de comprovação de excesso de capital e os riscos à sustentabilidade operacional e financeira da DESO. Ao final, os membros do colegiado agradeceram e parabenizaram o empenho de todos os envolvidos, destacando a atuação das áreas técnicas e dos órgãos de assessoramento, bem como as contribuições prestadas ao adequado desenvolvimento dos trabalhos e à tomada de decisão do Conselho. Nada mais havendo a tratar, foi autorizada a lavratura da presente Ata, que, após lida e aprovada, segue assinada por mim, LIDIANE COSTA MACEDO, secretária da reunião, e pelos demais conselheiros presentes. Aracaju, 23 de dezembro de 2025.

 

 

 

 

WALTER PEREIRA LIMA                                              

Conselheiro (Presidente)

 

 

 

 

LUCIANO GOIS PAUL

Conselheiro

 

 

 

 

MARIO CESAR V. F. DE CARVALHO

Conselheiro

 

 

 

 

BRUNO NUNES SAD

Conselheiro     

 

 

 

 

RAIMUNDO JOSÉ CARDOSO FILHO

Conselheiro

 

 

 

 

CARLOS FERNANDES DE MELO NETO

Conselheiro     

 

 

 

 

EDUARDO JOSÉ CABRAL DE M. FILHO

Conselheiro

 

 

 

 

LIDIANE COSTA MACEDO

Secretária do Conselho

 

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