Em todo o território nacional, mais de 33 mil mulheres jovens se alistaram ao Exército em 2025
Mulheres já podem servir ao Exército Brasileiro. Não será fácil conviver com o machismo na caserna, certamente. No entanto, ecos da igualdade começam a reverberar também em ambiente militar.
A próxima semana, o Exército realiza a Seleção Complementar do Alistamento Militar Inicial – etapa decisiva do processo de incorporação de jovens soldados às fileiras da força terrestre. Pela primeira vez, mulheres participarão da seleção.
Em todo o território nacional, mais de 33 mil jovens se alistaram em 2025. Para a fase de seleção complementar, mais de 260 mil candidatos, homens e mulheres, foram convocados. Somente em Brasília, mais de 900 jovens do sexo feminino foram chamados a participar dessa fase.
O tempo passa, mas nem por isso os dias se tornam mais leves para elas. Hoje, as mulheres podem contar com um arcabouço legal voltadas para a sua segurança, um avanço inegável. Mas esta não é apenas uma questão de polícia.
Sem novos parâmetros de comportamento, contrários ao machismo enraizado na cultura, os rigores da Lei não serão suficientes para preservar a vida e a liberdade delas. E a presença de mulheres em espaços antes reservados aos machos de plantão é um passo dos mais importantes.
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