Brasil vai proibir apostas sobre política, esportes e reality shows em plataformas de previsões

Abr 25, 2026 - 03:00
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Brasil vai proibir apostas sobre política, esportes e reality shows em plataformas de previsões

A partir de 4 de maio, plataformas de mercado de previsões não poderão mais oferecer no Brasil apostas sobre temas como esportes, política, entretenimento e eventos culturais. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio da Resolução nº 5.298.

Com a mudança, continuarão permitidos apenas contratos ligados a assuntos econômicos e financeiros, como inflação, taxa de juros, câmbio e preço de commodities, que são produtos primários com cotação internacional.

O que é mercado de previsões?

Esse tipo de plataforma funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros. Os usuários compram e vendem contratos baseados em perguntas objetivas, como se algo vai acontecer ou não.

Se o evento previsto ocorrer, quem apostou corretamente pode lucrar. Caso contrário, perde o valor investido.

A principal diferença para as bets tradicionais é que, nas casas de apostas, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já no mercado preditivo, os próprios usuários negociam entre si.

O que passa a ser proibido?

Com a nova regra, ficam vedados contratos relacionados a:

  • Resultados de jogos esportivos
  • Eleições e temas políticos
  • Reality shows e entretenimento
  • Eventos sociais ou culturais

A proibição também vale para plataformas estrangeiras que ofereçam esse tipo de produto a brasileiros.

O que continua liberado?

Seguem autorizados contratos ligados a indicadores econômicos, como:

  • Taxa de juros
  • Inflação
  • Câmbio
  • Petróleo e outras commodities

Essas operações continuarão sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por que o governo decidiu mudar?

Segundo o entendimento adotado pelo governo, apostas sobre eventos não financeiros funcionam, na prática, como jogos de azar e não como investimentos.

Por isso, esse tipo de atividade deveria ocorrer apenas por meio das bets autorizadas, que precisam de licença do Ministério da Fazenda, pagamento de taxas e regras de proteção ao apostador.

Impacto no setor

A decisão reduz o espaço de atuação de empresas internacionais que operavam com apostas sobre eleições, esportes ou acontecimentos globais no Brasil.

Ao mesmo tempo, o governo afirma buscar mais organização regulatória, redução de riscos ao investidor e fiscalização mais clara para o setor.

A regulamentação complementar será feita pela CVM.

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