Carnaval e práticas integrativas avançam após aprovação em reuniões públicas na Câmara de Balneário Camboriú

Agos 11, 2026 - 15:00
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Carnaval e práticas integrativas avançam após aprovação em reuniões públicas na Câmara de Balneário Camboriú

Dois projetos que tratam de temas distintos, mas que buscam oficializar políticas e práticas já presentes em Balneário Camboriú, avançaram após reuniões públicas realizadas na Câmara de Vereadores na noite de segunda-feira (10). As propostas que reconhecem o Carnaval como patrimônio cultural e turístico do município e criam o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde foram aprovadas pela comunidade presente, sem manifestações contrárias.

Agora, os dois projetos continuam tramitando no Legislativo. As manifestações favoráveis registradas nas reuniões públicas acompanham as propostas durante o processo, que inclui a análise e emissão de pareceres antes de os textos serem incluídos na pauta de uma sessão para discussão e votação dos vereadores. As duas reuniões foram promovidas pelo gabinete da vereadora Ciça Müller (PDT).

Carnaval busca reconhecimento oficial e segurança

A primeira reunião debateu o Projeto de Lei Ordinária 112/2026, de autoria dos vereadores Ciça Müller e Samir Dawud (Cidadania), que reconhece o Carnaval de Balneário Camboriú como Patrimônio Cultural e Turístico de Natureza Imaterial e inclui a festa no Calendário Oficial de Datas e Eventos do município.

A proposta reconhece especialmente a importância dos tradicionais desfiles de blocos e agremiações e busca garantir maior segurança para a continuidade da festa, inclusive diante de futuras mudanças de governo.

O presidente da Liga Carnavalesca de Balneário Camboriú e responsável pelo Inimigos da Segunda, Victor Alves, destacou durante a discussão que a relação da cidade com o Carnaval é anterior à própria emancipação de Balneário Camboriú.

Há registros históricos de bailes carnavalescos ainda em 1895.

Ao longo das décadas, escolas, blocos e agremiações ajudaram a construir essa trajetória, entre eles Unidos dos Pioneiros, Escola Integração, Império do Município e Mexe-Mexe, fundado em 1989 e considerado o bloco mais antigo ainda em atividade. Mais recentemente, o Inimigos da Segunda se consolidou como o principal bloco da cidade.

A Liga Carnavalesca foi fundada em 2013, dando maior organização às agremiações que participam da festa.

Além da importância cultural, Victor destacou o impacto econômico do evento. Segundo ele, somente o Inimigos da Segunda movimenta aproximadamente R$ 500 mil em torno de sua realização, com reflexos também para turismo, comércio e serviços.

A Liga também salientou que não é contrária à contratação de shows nacionais durante o período. A defesa é de que essas atrações coexistam com os blocos e manifestações locais, preservando a identidade construída pelo Carnaval de Balneário Camboriú.

A vereadora Ciça Müller destacou durante a reunião que o Carnaval da cidade também possui uma característica democrática, já que a festa não se limita aos foliões que compram abadás.

Além de quem acompanha os blocos dentro das estruturas organizadas, milhares de moradores e turistas participam dos desfiles nas calçadas e ao longo da Avenida Atlântica, muitas vezes em família, acompanhando gratuitamente a passagem das agremiações.

A proposta também abre espaço para o fortalecimento do Carnaval nos bairros e para programações alternativas em diferentes regiões da cidade.

Práticas integrativas também recebem apoio unânime

Na sequência, a Câmara recebeu a reunião pública sobre o Projeto Substitutivo nº 1 ao Projeto de Lei Ordinária 142/2025, que cria o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

Segundo Ciça, a reunião teve participação expressiva de profissionais ligados às terapias integrativas, médicos e também pessoas que defendem o uso medicinal da cannabis.

“Foi excelente. Apresentamos o projeto de lei na íntegra e tivemos aprovação unânime”, disse.

A proposta cria o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e prevê também uma semana municipal dedicada ao tema, como forma de reconhecer essas práticas enquanto ferramentas de promoção da saúde e do bem-estar.

Outro ponto é a criação de um selo para reconhecer empresas que desenvolvam internamente programas e iniciativas voltados às práticas integrativas e à promoção da saúde e qualidade de vida de seus colaboradores.

Ciça ressalta que a intenção não é criar uma alternativa à medicina convencional.

“O projeto não vem para substituir a medicina tradicional, e sim para amparar quem quer utilizar essas práticas e possibilitar que elas cheguem ao serviço público de saúde, com maior número de profissionais e espaços”, explicou.

BC oferece algumas práticas, mas projeto quer ampliar acesso

Balneário Camboriú já conta com algumas iniciativas do gênero na rede pública. Entre os exemplos citados pela vereadora está o Núcleo de Atenção à Mulher (NAM), que oferece Reiki. A auriculoterapia também já esteve entre as práticas disponibilizadas.

A intenção é ampliar esse atendimento e estruturar uma política municipal que permita aumentar tanto o número de profissionais quanto os espaços destinados às práticas integrativas. Um dos anseios apresentados durante a reunião é a criação de um Centro de Práticas Integrativas em Balneário Camboriú, estrutura que atualmente não existe no município.

Com a aprovação unânime na reunião pública, o projeto segue agora sua tramitação legislativa acompanhado da manifestação favorável da comunidade presente. O mesmo acontece com o projeto do Carnaval. As duas propostas já estão protocoladas e continuam passando pelas etapas previstas na Câmara até estarem aptas a entrar na pauta de uma sessão e serem efetivamente votadas pelos vereadores.

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