Conselheiro de Trump diz que “brasileiras causam confusão”

Abr 24, 2026 - 06:00
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Conselheiro de Trump diz que “brasileiras causam confusão”

O enviado especial para parcerias globais no governo de Donald Trump (Partido Republicano), Paolo Zampolli, disse à emissora italiana Rai, em programa exibido no dia 19 de abril, que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”. Ele referia-se à sua ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos.

“Os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim. Você já ouviu dizer que as brasileiras enganam todo mundo, né? Não é como se fosse a 1ª vez”, declarou o empresário italiano ao jornalista Sacha Biazzo, em reportagem de cerca de 30 minutos chamada “A guerra de Epstein”. Leia a íntegra da entrevista aqui ou assista aqui.

O jornalista italiano pergunta se esta seria uma “questão genética”. Zampolli responde que não e diz que as “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.

Sem contexto, Zampolli é questionado pela TV italiana: “Quem é a amiga dela?”.

O conselheiro de Trump, então, menciona o nome “Lidia” e declara: “É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”.

Zampolli foi o responsável por apresentar à Federação Internacional de Futebol uma proposta para substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026, segundo noticiou o jornal Financial Times na 4ª feira (22.abr). A solicitação foi direcionada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e a Trump. O torneio será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.

DEPORTAÇÃO E INFLUÊNCIA POLÍTICA

A brasileira Amanda Ungaro, 41 anos, foi deportada dos Estados Unidos em 2025 pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas), depois de viver 23 anos no país. Ela atribui a expulsão à influência política de seu ex-marido. Os 2 travam uma disputa judicial pela guarda do filho de 15 anos.

Zampolli atua com Trump desde 2004 e construiu forte lealdade com o presidente dos Estados Unidos. Foi ele quem se apresentou como o agente de modelos responsável por garantir o visto de trabalho de Melania nos EUA nos anos 1990.

LIGAÇÃO COM EPSTEIN E DIDDY

O círculo social de Zampolli incluía Jeffrey Epstein. Segundo registros da Justiça norte-americana, o nome do italiano aparece dezenas de vezes nos arquivos do financista, que morreu em 2019.

Amanda relatou que, em 2002, aos 17 anos, chegou a embarcar no Lolita Express –um dos aviões de Epstein– acompanhada do francês Jean-Luc Brunel, apontado como olheiro do esquema. A ex-modelo afirma ter visto cerca de 30 meninas no voo que pareciam “mais estudantes do que modelos”.

A brasileira também acusa o ex-marido de abusos sexuais e agressões físicas durante os anos em que estiveram juntos, além de relatar que era levada por ele a noitadas comandadas pelo produtor Sean “Diddy” Combs –atualmente cumprindo pena por tráfico sexual e prostituição.

A ex-modelo já foi convidada a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso norte-americano, que investiga o caso, mas ainda não foi intimada oficialmente.


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