Direita considera domiciliar ‘sacramentada’; PF planeja ida de Bolsonaro para casa

Mar 23, 2026 - 13:00
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Direita considera domiciliar ‘sacramentada’; PF planeja ida de Bolsonaro para casa


Aliados de Jair Bolsonaro confidenciaram à coluna que a prisão domiciliar do ex-presidente já está “sacramentada”. A avaliação é que o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, finalmente “cedeu”.

A expectativa é que Bolsonaro vá para casa no momento em que receber alta do Hospital DF Star, onde está internado na UTI há mais de uma semana. Ele deve ficar internado ao menos até a sexta-feira (27), quando termina o ciclo de remédios antibióticos.

Segundo pessoas próximas, os sinais foram positivos após uma bateria de conversas de Moraes na semana passada: com o filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A fala com Flávio tem sido considerada decisiva por pessoas próximas.

A coluna apurou, inclusive, que a Polícia Federal (PF) já está se movimentando e pensado a logística para a mudança de Bolsonaro da Papudinha, para onde foi levado, para casa. Nesta segunda-feira, a Procuradoria Geral da República (PGR) de parecer favorável à mudança, em uma análise feita justamente a pedido de Moraes.

Em fevereiro, aliados do ex-presidente consideravam certos 5 votos de ministros do Supremo para conceder o benefício ao ex-presidente: o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. A corte, que tem 11 cadeiras, só tem 10 ministros em atuação após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Na época, interlocutores de Bolsonaro acreditavam que Dias Toffoli seria o voto decisivo para mandar o presidente de honra do PL para casa. Relator do caso e tido como “algoz” de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes era o mais resistente à possibilidade – o que mudou com a nova entrada no hospital.

Histórico

Bolsonaro está preso no presídio militar da Papudinha, em Brasília, desde 15 de janeiro. Em 13 de março, foi internado na capital federal quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.

Interlocutores ouvidos pela Jovem Pan avaliaram que o quadro mais delicado do capitão da reserva nesta internação, somado ao desgaste sofrido pelo Judiciário com o caso Master e o trabalho de aliados do ex-presidente nos bastidores concretizaram as chances da defesa de conseguir o benefício humanitário. Tanto que, após a nova entrada no hospital, a defesa do ex-presidente solicitou mais uma vez a mudança de regime prisional.

Com o período eleitoral se aproximando, a leitura é que essa última internação tende a compadecer os ministros. Senão pela saúde de Bolsonaro em si, pelo medo de serem associados a uma possível deterioração do quadro de saúde de um político tão popular

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