Economia na Semana
Hotel no Aeroporto
Além da ampliação da extensão e da largura da pista e de um novo complexo de hangares, os investidores que querem transformar o Aeroporto Campo Comandantes, em Itajaí, em um aeroporto executivo também pensam em construir um boulevard com serviços de hotelaria, gastronomia e até táxi aéreo no local. O projeto está sendo liderado pela Aruna Urbanismo, do Paraná, que adquiriu em 2023 o espaço que antes pertencia à família Appel, a mesma que tem negócios na indústria têxtil em Brusque. O aporte total, de até R$ 400 milhões, já incluindo o valor desembolsado na compra, deve ser aplicado em um prazo de quatro anos. A licença ambiental prévia para a primeira fase das obras já foi liberada. Em até 30 dias deve sair a licença de instalação, que dá o sinal verde para o início das obras. Esta etapa inicial, além da ampliação da pista, também o balizamento noturno, com prazo de execução entre quatro a seis meses. Ou seja, se não houver imprevistos, fica pronta ainda em 2026. As demais intervenções, incluindo a implantação de uma área de embarques, ficarão para o segundo momento.
Venda de motos dispara
A frota de motocicletas cresce acelerada em Santa Catarina e acende um sinal de alerta para autoridades de trânsito, gestores do SUS e responsáveis pela mobilidade urbana. O avanço está diretamente associado ao crescimento demográfico do Estado, ao aumento da frota de veículos e ao agravamento dos problemas de circulação, especialmente no Litoral Norte catarinense e na Grande Florianópolis. O setor de distribuição de veículos em SC encerrou março de 2026 com números que reforçam o vigor da economia estadual. Dados consolidados pela Fenabrave, mostram que o Estado registrou 2,6 mil emplacamentos no mês, um crescimento de 28,71% em relação a fevereiro de 2026. Na comparação interanual, entre março de 2026 e março de 2025, o avanço é ainda mais expressivo: alta de 45,38%. O segmento de automóveis teve 1.526 unidades vendidas em março, respondendo por mais de 54% da participação no mercado total.
Preocupação
Até o fim de 2025, a frota de motocicletas já era a que mais crescia em Santa Catarina, com 1,6 milhão de veículos registrados no Detran-SC, um avanço médio de 18% ao ano. O reflexo aparece nos dados de segurança viária. As mortes de motociclistas aumentaram 22%: foram 120 óbitos entre janeiro e novembro de 2025, contra 98 no mesmo período de 2024. Apenas em 2025, o Estado registrou 3.590 acidentes envolvendo motos e 4.055 feridos. Além disso, levantamento do Observatório Fetracesc, com base em dados da Polícia Rodoviária Federal de 2025, mostra que, dos dez locais mais perigosos em rodovias federais no país, quatro estão em território barriga-verde.
Turistas internacionais
O Ministério do Turismo publicou que o Brasil recebeu 3,74 milhões de turistas internacionais no primeiro trimestre deste ano, um recorde histórico para o período pelo segundo ano consecutivo. Os estados que receberam mais turistas foram Rio de Janeiro (com 884 mil chegadas internacionais), São Paulo (866 mil), Rio Grande do Sul (764 mil), SC (478 mil) e Paraná (395 mil).
Reforma Tributária
A Reforma Tributária brasileira, com início previsto para janeiro de 2027, representa uma das mais profundas transformações já propostas no ambiente de negócios do país. Mais do que uma mudança de impostos, trata-se de uma verdadeira virada de chave na forma como empresas de todos os setores irão operar, planejar e competir. Quem não se antecipar, poderá pagar um preço alto. Estamos diante da substituição de diversos tributos por um modelo baseado no consumo, com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Na prática, isso altera profundamente a lógica atual, impactando diretamente a formação de preços, as margens de lucro, o fluxo de caixa e até mesmo a competitividade entre empresas e regiões. O primeiro grande cuidado que todos os segmentos devem ter é com o entendimento profundo da nova legislação. A reforma exigirá conhecimento técnico, atualização constante e, principalmente, planejamento estratégico. Empresas que não investirem em capacitação de suas equipes, especialmente nas áreas fiscal, contábil e financeira, estarão mais vulneráveis a erros e perdas. Aquelas empresas que deixarem para agir apenas próximo de 2027 certamente enfrentarão dificuldades operacionais, riscos de autuações e até paralisações momentâneas de suas atividades.
Parece praga
Para a opinião pública, o Congresso Nacional tem uma das piores avaliações de credibilidade, o que não chega a ser uma surpresa. Aqui vale sempre relembrar um famoso comentário do deputado Ulysses Guimarães (1916-1992), feito ao final da Assembleia Nacional Constituinte em 1988, presidida por ele. O lendário parlamentar foi confrontado sobre a qualidade dos políticos daquela legislatura e soltou a pérola que se transformou numa espécie de profecia: “Se acha este Congresso ruim, espere só o próximo”. É sim uma profecia, que na real, parece mesmo uma praga.
Faltam casas
O governo estadual nem diz mais qual o déficit habitacional em SC para pessoas de baixa renda, mas está se esforçando, com o que propaga ser o maior programa da história do Estado, o Casa Catarina, que já contabiliza a adesão de 239 municípios, o que representa 81% deles. O investimento anunciado é de R$ 654 milhões, para atender 34 mil famílias.
Sem homicídios
SC realmente se consolida como um cenário atípico de redução da violência letal em comparação com o que acontece no resto do país. Em março deste ano o Estado não apenas reduziu o volume de crimes, como registrou cerca de 90% dos municípios sem homicídios, um total de 264 dentre 295. Ao todo, foram contabilizados 40 no período, o melhor resultado em quase duas décadas. O dado mais expressivo de março não está nas grandes cidades, mas na capilaridade da segurança. Apenas 31 municípios registraram mortes violentas no período. Isso significa que, para a ampla maioria da população catarinense, o homicídio é uma realidade estatística distante, cenário que coloca o Estado em conformidade com padrões de segurança de nações desenvolvidas.
Exportação em alta
Santa Catarina bateu recorde histórico no primeiro trimestre de US$ 2,7 bilhões em vendas externas, ao registrar o melhor desempenho em exportações para a Ásia, América do Sul e África, consolidando a oitava posição nacional. O resultado é fruto da diversificação de mercados que compensou a queda em destinos tradicionais como China, Estados Unidos e Argentina. O agronegócio, alavancado por carnes e soja, liderou o crescimento, com alta expressiva para parceiros como Coreia do Sul (60%) e Geórgia (260%) na Ásia e a disparada de Gana (663%) na África. A América do Sul, com Colômbia e Peru, valorizou bens de maior valor agregado, como máquinas e transformadores. A estratégia garante solidez. Segundo o diretor de Relações Internacionais da Facisc, Santa Catarina amplia mercados e reduz a dependência de destinos tradicionais, o que traz mais estabilidade para as exportações.
Hub do Sul
A Aeroporto Internacional de Florianópolis alcançou, no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado de sua história para o período. Em janeiro e março, o aeroporto movimentou um total de 1,78 milhão de passageiros, um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2025. O destaque, mais uma vez, foi a movimentação internacional, que nos últimos sete anos registrou um aumento de 330% no número de viajantes.
Fim da picada
O Ministério Público do Maranhão entrou com uma ação para retirar a Estátua da Liberdade da Havan em São Luís, sob a alegação de poluição visual. É de se duvidar que a população da cidade, que frequenta e faz compras na loja, esteja de acordo com essa total e absurda inversão de valores. É claro que não deve haver corrupção no Maranhão para o MP de lá investigar. Também não devem haver bandidos no Maranhão para o MP investigar. São essas coisas que fazem o povo cada vez mais desacreditar da Justiça, do senso de Justiça, do que é certo e do que é errado, isso está muito longe do que a Justiça realmente deve se ocupar. Mas imagina só você ter um terreno na sua casa e querer, por exemplo, colocar uma estátua do Cristo Redentor nele. Aí do nada, um servidor público resolve que não pode, alegando se tratar de poluição visual. É o poste mijando no cachorro diariamente. O bonito para esse pessoal é ver pessoas sem emprego dependendo das benesses do estado. Aí pode!
Alerta de golpe
Têm circulado mensagens falsas, especialmente por aplicativo como o WhatsApp, informando supostas irregularidades no título de eleitor vinculado ao CPF da cidadão. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que não realiza qualquer tipo de cobrança para serviços de regularização eleitoral. Todos os serviços são gratuitos. Em caso de dúvida, a orientação é acessar apenas os canais oficiais da Justiça Eleitoral. A emissão do primeiro título, a transferência de domicílio e a atualização de dados são gratuitas.
Escolas conectadas
O Ministério da Educação atualizou uma informação: agora 78,8% das escolas públicas de SC já contam com o acesso à internet de qualidade por meio do programa Escolas Conectadas. Das 5.218 unidades de ensino no Estado, 4.110 possuem conexão adequada para uso pedagógico.
Mulheres: mais empresas
Santa Catarina alcançou no primeiro trimestre do ano saldo de 45,3 mil novas empresas, o que significa crescimento de 6,5% frente ao mesmo período do ano passado. A informação é da Junta Comercial do Estado (Jucesc), que registrou 96,3 mil novas empresas e o fechamento de 51 mil negócios. As mais de 96 mil empresas abertas no trimestre tiveram 124 mil sócios cadastrados. Desses, 76,6 mil são mulheres, o que representa 58% do total de sócios. A Jucesc também apurou que de todos os sócios, 37,6 mil são jovens entre 21 e 31 anos. Isso corresponde a 30% do total. Considerando os setores econômicos, os que mais registraram novos negócios foram transportes, serviços e comércio. O transporte e armazenamento contabilizou 6,6 mil novas empresas. Do saldo de 45,3 mil empresas do trimestre, 38 mil são MEIs.
O que é arbitragem
É um método de solução de conflitos fora do Poder Judiciário em que um ou mais árbitros emitem decisões com força de sentença judicial. Caracterizada pela informalidade, a arbitragem é um método alternativo ao Poder Judiciário que oferece questões ágeis e técnicas para solução de controvérsias. Só pode ser usada por acordo espontâneo das pessoas envolvidas no conflito, que automaticamente abrem mão de discutir o assunto na Justiça. A escolha da arbitragem pode ser prevista em contrato, ou seja, antes de ocorrer o litígio ou realizada por acordo posterior ao surgimento da discussão. Como se trata de um método privado, são as partes envolvidas nos conflitos que elegem um ou mais árbitros, geralmente um ou três imparciais e com experiência na área da disputa, para analisar o caso. Os árbitros normalmente tentam ajudar as partes a entrar em acordo. Se não houver acordo, eles emitem a decisão, chamada laudo ou sentença arbitral, que tem força de sentença judicial. O prazo para a tomada de decisão é definido pelos próprios participantes do procedimento. Mas, caso isso não seja estabelecido de antemão, o prazo máximo será de seis meses conforme determina a Lei de Arbitragem (Lei 9.607/96). Ao contrário do processo judicial, o procedimento arbitral é sigiloso. Os custos dependem do tipo de conflito e da câmara de arbitragem escolhida.
Blue Nautical Hub Brasil
Florianópolis sedia de 26 de abril a 1º de maio o Blue Nautical Hub Brasil 2026, que consiste numa plataforma que realiza uma semana de atividades na cidade sobre economia do mar para conectar indústria, comércio, serviços, turismo náutico, marinas, estaleiros, inovação, educação, investidores, entidades e poder público. Para o presidente da Associação Náutica Brasileira esse evento representa um passo importante na articulação do setor. Dentro da programação, será realizado o II Simpósio Internacional Economia Azul, com a participação de especialistas internacionais, lideranças empresariais e representantes institucionais para debater temas decisivos para a próxima década da Economia do Mar no Brasil. O evento visa aproximar todo o setor náutico.
Juros e cenário exterior
Há meses que os juros básicos nas alturas, em 15% ao ano, mais o tarifaço dos Estados Unidos e outros fatores afetam a economia catarinense, mas os estragos maiores, até agora, apareceram nos dados de janeiro e fevereiro, apurados pelo IBGE. As pesquisas mostraram retração de 6,1% da indústria no primeiro bimestre frente ao mesmo período do ano passado e retração também dos serviços em 1,2%. Somente o comércio ampliado cresceu 2,4% nessa comparação em SC. A produção industrial de SC fechou os dois primeiros meses do ano com recuo de -6,2% frente aos mesmos meses de 2025. As maiores quedas foram na fabricação de automóveis, reboques e carrocerias (-20,4%), produção de móveis (-22,5%) e fabricação de máquinas e equipamentos (-16,5%). Entre os 14 setores pesquisados pelo IBGE, somente dois tiveram crescimento de vendas no bimestre frente ao mesmo período de 2025, apurou o Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de SC. As altas foram na produção de alimentos (+14%) e de produtos de borracha e plástico (+0,4%). Para o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), o cenário externo ainda incerto, aliado a uma base de comparação anterior ao tarifaço e também os efeitos da contração do crédito estão entre os fatores que impactaram a produção industrial. Apenas o comércio varejista cresceu no primeiro bimestre em SC. Teve alta de 2,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Risco de exclusão
De acordo com a Receita Federal, em Brusque, 360 MEIs e 926 microempresas e empresas de pequeno porte estão passíveis de exclusão do Simples Nacional devido a débitos junto à Receita e/ou Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Para evitar a exclusão do Simples Nacional, o contribuinte deve quitar ou parcelar todos os débitos em até 90 dias após a ciência do Termo de Exclusão. Conforme o comunicado da Receita Federal, a ciência ocorre no momento da primeira leitura, se realizada em até 45 dias da disponibilização, ou automaticamente no 45º dia, caso não haja leitura anterior. A regularização dentro do prazo impede a exclusão do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027.
Judicialização
O Tribunal de Contas do Estado firmou um entendimento de que o estado e os municípios catarinenses devem exigir do Ministério da Saúde o ressarcimento de valores decorrentes de demandas judiciais. Dados de 2025 computados até 5 de setembro mostram que foram cobrados R$ 609 milhões de uma estimativa de R$ 2 bilhões a serem ressarcidos até 2026. O banco de dados da Secretaria da Saúde registrava, em novembro do ano passado, 16,4 mil pacientes que recorreram à via judicial, correspondente a 0,2% da população catarinense de 8,2 milhões de habitantes. Em 2024, o desembolso para o atendimento das decisões judiciais foi de R$ 749 milhões, o que representa 9,3% do orçamento da pasta da saúde, que era de R$ 8 bilhões.
Crimes sexuais
A ONG Me Too Brasil, que defende mulheres vítimas de violência sexual, está enviando uma carta aberta ao Judiciário em que cobra medidas mais firmes para lidar com o caso do ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de assédio sexual. A carta pede que o Judiciário não crie uma “hierarquia na aplicação da lei”, a depender do poder exercido pelo agressor.
Imoralidade legal
O Procurador Geral da República negou ter percebido algum indício de crime nas relações entre Vorcaro e a dupla Moraes-Toffoli. Por isso, não fará nenhuma investigação sobre o contrato de R$ 129 milhões com a mulher e a filha de Moraes e as dezenas de milhões aportados no Tayaya de Toffoli & Irmãos. “Investigação pressupõe indício de crime”, disse Gonet em entrevista à revista Veja. Quando percebe um “fumus commissi delicti”, indício de cometimento de delito, a procuradoria pública tem que tomar a iniciativa de abrir investigação. Se era apenas fumaça, encerra a investigação; se não, amplia e apura mais. Gonet parece ter tido Covid e perdido o olfato, porque há, sim, cheiro de fumaça da moralidade no Supremo sendo queimada. O procurador nada percebeu. Talvez tenha procurado. O delegado de polícia relator da CPI do Crime Organizado, senador Alesandro Vieira, nem precisou procurar; os fatos falam por si, e incluiu no pedido de indiciamento, Gonet, pelo que não fez e os supremos Moraes, Gilmar e Toffoli, pelo que fizeram.
Virem-se
O Tribunal de Contas do Estado divulgou resultado de levantamento sobre os serviços de acolhimento institucional destinados a jovens e adultos com deficiência no estado, a partir de informações solicitadas e enviadas por 255 dos 295 municípios. O resultado é preocupante, para não dizer assustador, apenas dez declararam possuir tal serviço em seu território, totalizando 16 unidades de acolhimento institucionais. Outro dado diz respeito à natureza dos serviços em execução: 84,5% das instituições acolhedoras têm fins lucrativos. Além disso, 92 municípios relataram enviar pessoas com deficiência para acolhimento fora de seus territórios, inclusive para outros estados, comprometendo vínculos familiares e comunitários. O estudo ainda apontou falhas significativas na estrutura e na fiscalização dos serviços, como, por exemplo, o fato de que apenas 32% dos municípios contam com equipe técnica multiprofissional completa. Por fim, 60% dos municípios pesquisados informaram que não desenvolvem ações de convivência familiar e mais de 70% desconhecem a existência de tecnologias assistivas nas instituições.
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