Economia Prateada Impulsiona Mercado de R$ 2 Trilhões no Brasil

Abr 20, 2026 - 15:00
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Economia Prateada Impulsiona Mercado de R$ 2 Trilhões no Brasil

A população brasileira com 60 anos ou mais já soma mais de 33 milhões de pessoas e movimenta um impressionante valor de R$ 2 trilhões na economia, conforme estudo da consultoria Data8. Conhecido como “economia prateada”, este segmento, que em breve fará do Brasil o quinto país com mais idosos no mundo, demonstra uma força econômica crescente, tanto pelo consumo quanto pelo empreendedorismo.

Empresas e serviços que desejam atender a esse público precisam se adaptar às novas exigências. Iluminação adequada, sinalização clara, acessibilidade, atendimento acolhedor e processos de compra simplificados são diferenciais valorizados. “O empreendedor que oferece esses diferenciais acaba tendo a preferência do público mais velho”, afirma Gilvany Isaac, gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+ do Sebrae. Ela destaca que a atenção é primordial. O bancário aposentado João Gualberto de Almeida Teixeira, de 70 anos, relata: “É você estar sendo atendido com atenção, quer dizer, olho no olho. Isso é fundamental.”

Oportunidades de Negócio e Inclusão Social

A “economia prateada” abre vastas oportunidades em diversos setores. Gilvany Isaac aponta áreas promissoras como saúde e bem-estar (academias adaptadas, telemedicina, cuidadores profissionais), turismo e lazer (pacotes culturais fora de temporada), serviços financeiros (planejamento para aposentadoria) e habitação adaptada. O comércio eletrônico também cresce entre os 60+, embora necessite de maior engajamento digital e proteção contra golpes.

O Sebrae tem sido fundamental no apoio a esses novos empreendedores. No Rio de Janeiro, o projeto Sebrae Economia Prateada, em sua terceira edição, já atendeu 144 pessoas, majoritariamente mulheres em áreas como gastronomia, economia criativa e consultoria. João Lopes, de 54 anos, é um exemplo. Sua empresa, Mel Mania, que comercializa mel, foca no público 60+ e ainda capacita pessoas para a produção, gerando impacto social. “Descobri que sou empreendedor social, porque o meu negócio gera impacto positivo na sociedade”, diz Lopes.

Juliana Lima, analista do Sebrae RJ, ressalta a mudança no perfil do idoso brasileiro: “Hoje ele não fica mais em casa, como antigamente. São ativos, viajam, namoram, estudam, estão preocupados com a beleza, em viver bem.” No entanto, o etarismo ainda impulsiona muitos a buscar o empreendedorismo para gerar renda, já que o mercado de trabalho formal muitas vezes fecha portas.

A “economia prateada” reflete, portanto, uma transformação estrutural na sociedade brasileira, exigindo e criando soluções para um envelhecimento mais ativo, inclusivo e produtivo.

Fonte: Agência Brasil

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