Esta é uma questão sem limite geográfico. Enxurradas súbitas, chuvas inesperadas, a instabilidade climática produz vítimas, Brasil afora
A temperatura do mundo não cessou, nem arrefeceu ao longo da última década, com consequências desastrosas para a vida no planeta.
Segundo o relatório Estado do Clima Global 2025, da World Meteorological Organization (WMO), o período de 2015 a 2025 foi o mais quente já registrado na série histórica.
Os eventos extremos em todo o mundo – incluindo calor intenso, chuvas torrenciais e ciclones tropicais – causaram transtornos e devastação, evidenciando a vulnerabilidade das economias e sociedades. Alguns dos impactos em cascata são a insegurança alimentar e o deslocamento de pessoas.
Esta é uma questão sem limite geográfico. Enxurradas súbitas, chuvas inesperadas, a instabilidade climática produz vítimas, Brasil afora. Tragédias derivadas do volume atípico de precipitações já abateram Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. Nada impede que amanhã, sem aviso prévio, evento parecido alcance Sergipe.
Há que se desenvolver programas capazes de lidar com o imprevisto. Nos Estados Unidos, por exemplo, tornados costumam deixar um grande rastro de destruição por onde passam. Preparada para lidar com o risco, no entanto, a população conhece o caminho dos abrigos onde pode se proteger até a fúria do tempo amainar.
Em Sergipe, a Defesa Civil costuma emitir alertas a respeito de intempéries por meio da imprensa, além de enviar uma advertência para telefones cadastrados. Ainda é pouco. Sem investimento em prevenção, sem um plano de evacuação e contingência de tragédias ambientais, o prejuízo pode ser mensurado em número de mortos.
O post EDITORIAL: Clima de urgência apareceu primeiro em Jornal do Dia.