As festas de fim de ano costumam servir de termômetro para medir a temperatura da economia
Feriado religioso, festa de comes e bebes, mero marco temporal, o significado atribuído ao Natal é tão diverso quanto as pessoas. Em um país cristão como o Brasil, seria de se esperar uma reflexão profunda sobre o nascimento e a vida de Jesus Cristo, até o suplício na cruz. Os shoppings transbordando de gente, no entanto, atestam que para a maioria das pessoas a celebração não passa de uma oportunidade de trocar presentes.
Embora tenha uma remota origem pagã, o Natal foi apropriado pela tradição cristã ocidental. Os comerciantes e consumidores, contudo, pouco se importam com isso. Para eles, a divindade maior é mesmo o Papai Noel.
Neste particular, os brasileiros têm mesmo o que celebrar. As festas de fim de ano costumam servir de termômetro para medir a temperatura da economia. Este ano, superada uma crise econômica persistente, anterior à pandemia, os consumidores estão se mostrando dispostos a botar a mão no bolso. Aleluia!
Ultimamente, não vinha ocorrendo assim. Saúde e paz, votos de felicidade, eram praticamente os únicos artigos no saco vazio do bom velhinho. Agora, ao contrário, os presentes voltaram a fazer volume. Bom para os leigos e os cristãos. A economia também agradece.
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