El Niño tem 95% de chance de ser o mais intenso nos próximos meses
Publicado em 17/08/2026
Foto: Unsplash
Por Metrópoles
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou na última sexta-feira (14/8) uma previsão da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) que indica até 95% de chance de um El Niño muito intenso nos próximos meses de 2026 e no início de 2027.
Segundo as estimativas da NOAA, há uma probabilidade de 69% de que a intensidade do fenômeno seja a maior registrada desde 1950. Isso pode ocorrer porque o cenário atual indica um forte aquecimento das águas do Oceano Pacífico, onde o El Niño se forma, que pode ser igual ou superior a 2,5 ºC nos trimestres setembro-outubro-novembro (SON), outubro-novembro-dezembro (OND) e novembro-dezembro-janeiro (NDJ).
O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical ficam mais quentes do que o normal por um longo período. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e afeta o comportamento do clima de diversas partes do planeta, inclusive o Brasil, com destaque para as regiões Sul, Norte e Nordeste.
De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) Marcus Polette, os eventos climáticos provocados pelo El Niño podem trazer riscos de inundações, deslizamentos e enxurradas em todas as zonas costeiras do Brasil.
“O El Niño modifica a circulação atmosférica e oceânica em escala global, alterando o regime de chuvas, as temperaturas e a frequência de eventos extremos. Em um cenário de mudanças climáticas, esses efeitos tendem a ser potencializados, tornando as cidades e os ecossistemas costeiros ainda mais expostos a secas, enchentes, tempestades, ondas de calor, erosão costeira e outros impactos ambientais e socioeconômicos”, explica Polette, que é também professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).
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