EUA afundam navio de guerra do Irã no Sri Lanka e deixam mais de 80 mortos

Um submarino dos Estados Unidos afundou um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka, no oceano Índico, informou o Pentágono nesta quarta-feira (4), no quinto dia de uma guerra no Oriente Médio que continua se expandindo. Esse é um episódio inédito desde a Segunda Guerra Mundial.
As autoridades do Sri Lanka informaram ter recuperado os corpos de 87 marinheiros iranianos.
Após incendiar a região com ataques contra Israel e posições americanas no Golfo, o Irã atacou, nesta quarta-feira (5), grupos opositores no Curdistão iraquiano e lançou um míssil interceptado pela Otan quando ameaçava a Turquia.
Pelo quinto dia, os bombardeios continuaram contra Teerã e outras partes do Irã. Na capital, com 10 milhões de habitantes, parte da população permanece confinada ou fugiu.
A agência oficial iraniana Irna afirma que 1.045 pessoas, entre civis e militares, morreram desde o início da ofensiva no sábado, 28 de fevereiro.
As autoridades iranianas afirmam estar preparadas para continuar a guerra, com possíveis impactos no comércio mundial, especialmente por causa dos ataques a infraestruturas energéticas do Golfo e do fechamento de fato do estreito de Ormuz.
Conflito escala para outras regiões
O Iraque também foi envolvido na crise: o Irã atacou na vizinha região do Curdistão iraquiano grupos de oposição curdos armados e hostis à república islâmica. Um combatente morreu, segundo um porta-voz do Partido da Liberdade do Curdistão (PAK).
As defesas da Otan também foram ativadas para interceptar um míssil disparado do Irã que ameaçava a Turquia. Um alto funcionário turco afirmou, no entanto, que o alvo provavelmente era uma base militar no Chipre, já atingida por um ataque iraniano no início da semana.
Além disso, o Exército iraniano ameaçou atacar embaixadas israelenses em todo o mundo caso Israel atinja a missão em Teerã no Líbano.
O Exército dos EUA afirma ter atingido mais de dois mil alvos em uma campanha de escala maior do que a invasão de 2003 ao Iraque de Saddam Hussein.
*Com informações da AFP
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