Governo reforça medidas contra preços abusivos de combustíveis e impõe multa de até 500 milhões

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reforçou as medidas para combater o aumento abusivo de preços de combustíveis. Segundo ele, a fiscalização federal será criteriosa e não arbitrária. “O fundamental é nós termos a mão firme para, de forma criteriosa, fiscalizar vigilantemente e aplicar as sanções, coibindo esse tipo de prática”.
A multa para casos comprovados de preço abusivo varia entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões, a depender da gravidade da infração e do porte econômico do infrator. “Nós seremos absolutamente criteriosos, por um lado, e implacáveis, por outro”, prosseguiu o ministro.
“Temos na questão do combustível um potencial lesivo muito grande”, disse ele, lembrando que o modal rodoviário é predominante no País. “Então, a repercussão no preço de combustível tem potencial impacto no que diz respeito aos alimentos e toda essa cadeia.”
As medidas adotadas foram uma forma que o governo encontrou de combater o aumento abusivo de preços de combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. Nesta sexta-feira (20), um levantamento realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) revelou que o preço semanal do diesel comum chegou a R$ 7,26, uma alta de R$ 0,46/L em relação à semana anterior, quando o valor era de R$ 6,80 – uma alta de 6,76%.
As altas acontecem em meio à volatilidade do mercado internacional com os conflitos no Oriente Médio e após o reajuste da Petrobras, válido desde o último dia 14 de março, além da decisão do governo de zerar PIS e Cofins sobre o diesel importado.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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