Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo; veja os destaques da semana

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã provocou queda acentuada nas Bolsas ao redor do mundo, com investidores precificando o impacto da alta das commodities nos lucros das empresas e uma aversão generalizada ao risco. Os efeitos de longo prazo nos mercados globais dependerão da escala e abrangência dos ataques, além do novo equilíbrio que se estabelecer no mercado de commodities.
O barril do petróleo tipo Brent ultrapassou US$ 90 — bem acima dos US$ 60 projetados como base pelos economistas da XP. As incertezas geopolíticas, somadas a fatores fiscais internos, tendem a pressionar os prêmios de risco dos ativos brasileiros no segundo semestre.
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Petróleo caro pode encolher déficit brasileiro em conta corrente
O petróleo é o principal produto da pauta exportadora brasileira, respondendo por cerca de 13% do total das exportações, e a produção doméstica segue em expansão. Com os preços nos níveis atuais, as exportações poderiam subir US$ 17 bilhões — tudo o mais constante —, reduzindo o déficit em conta corrente para 2,4% do PIB.
Os fundamentos para a inflação de curto prazo permanecem benignos, mas o avanço expressivo nos preços do petróleo e derivados traz viés de alta às projeções. O cenário exige atenção redobrada nos próximos meses.
PIB cresce 2,3% em 2025, mas economia freia no último trimestre
O Brasil encerrou 2025 com crescimento de 2,3% no PIB, porém o último trimestre do ano praticamente andou de lado: a economia avançou apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior, em linha com o esperado. O resultado consolida a desaceleração de curto prazo, especialmente nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em um ambiente de juros elevados.
Para 2026, a perspectiva é de retomada gradual. A XP projeta crescimento de 0,8% no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2025 — o equivalente a uma alta de 1,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior — e expansão de 2,0% para o ano como um todo.
Rali da bolsa brasileira cria janela para “trade de convergência”
O forte rali das ações brasileiras gerou uma divergência clara entre os papéis beneficiados pelo fluxo de capital estrangeiro e os que ficaram para trás. A tendência de curto prazo pode persistir, mas a avaliação da XP é de que investidores ativos devem, em algum momento, migrar para uma estratégia de convergência, buscando nomes e setores ainda defasados.
A análise do Raio-XP mapeou as entradas de fluxo estrangeiro por setor e identificou as ações com maior potencial de se beneficiar desse movimento. O relatório mensal completo traz os destaques dessa seleção.
Temporada de balanços do 4T25 segue a todo vapor no Brasil
A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 continua movimentando o mercado brasileiro. RD Saúde (RADL3), Localiza (RENT3) e Aura (AURA33) já divulgaram seus números, e na próxima semana chegam os balanços de PRIO (PRIO3), CSN (CSNA3) e outras companhias relevantes.
Acompanhar esses resultados é essencial para avaliar como as empresas atravessaram o período de juros altos e quais estão mais bem posicionadas para o ciclo à frente.
EUA: lucros superam estimativas no 4T25, mas próximo trimestre preocupa
A temporada de resultados americana encerrou com sinal positivo: o crescimento real do lucro por ação do S&P 500 no quarto trimestre de 2025 superou as estimativas em 4,4 pontos percentuais, demonstrando resiliência mesmo em ambiente de incerteza. O setor de tecnologia segue como protagonista do desempenho.
O tom, porém, é de cautela para frente. As expectativas para o primeiro trimestre de 2026 sofreram revisão negativa de 3,0 pontos percentuais, com crescimento estimado de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A XP revisou marginalmente suas perspectivas para os setores do S&P 500 diante desse cenário.
Carteiras XP de março mantêm alocação sem alterações
Para março, a XP optou por não realizar mudanças na exposição sugerida por classe de ativo nas carteiras das três políticas de investimento. Os pequenos movimentos relativos dos prêmios de risco no início do ano mantêm a adequação dos portfólios atuais.
A estratégia segue focada em evitar dependência de fatores únicos e privilegiar a diversificação, buscando o perfil de risco e retorno adequado a cada política. As oportunidades estão distribuídas entre renda fixa, ações e fundos.
Banco do Brasil e Gerdau estão entre os que pagam dividendos em março
O calendário de proventos de março já tem datas confirmadas para papéis como Banco do Brasil (BBAS3) e Gerdau (GGBR4), além de uma série de fundos imobiliários. O período é propício para investidores que buscam renda recorrente via dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).
A XP compilou as principais datas de pagamento das empresas listadas na B3 para facilitar o acompanhamento dos acionistas ao longo do mês.
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