Mailza abre grande vantagem, Nicolau lidera e Pedro Longo chega à Câmara
Panorama político de 4 a 6 de outubro de 2026
As urnas de domingo reorganizaram a política acreana. Mailza Assis saiu na frente na disputa pelo governo, Nicolau Júnior confirmou força na eleição estadual e Pedro Longo conquistou uma cadeira em Brasília. Agora, as atenções se voltam para 25 de outubro, quando o Acre decidirá quem comandará o estado.
Uma diferença que pesa
O principal recado da eleição para o governo está no tamanho da distância entre os dois finalistas. Mailza recebeu 218.760 votos, correspondentes a 49,76% dos votos válidos. Alan Rick alcançou 141.859 votos, ou 32,27%. A diferença foi de 76.901 votos e 17,49 pontos percentuais, calculada a partir da totalização.
Na leitura desta coluna, é uma vantagem expressiva que coloca Mailza em posição favorável para a próxima etapa. A governadora chegou perto de resolver a disputa no primeiro turno e demonstrou capacidade de reunir um eleitorado amplo.
Mas vantagem não encerra eleição. Mailza precisa preservar sua votação e ampliar apoios. Alan, por sua vez, terá de buscar eleitores que fizeram outras escolhas no domingo e apresentar motivos para uma mudança de cenário.
Nicolau, o campeão estadual
Na disputa pela Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior terminou em primeiro lugar, com 18.149 votos. Fagner Calegario veio em seguida, com 13.640. São 4.509 votos de diferença entre o primeiro e o segundo colocados.
O resultado dá ao presidente da Aleac um argumento importante nas conversas sobre o futuro político da Casa. Ser o mais votado fortalece sua posição, embora a definição do comando do Legislativo dependa da articulação entre os deputados.
Na segunda-feira, dia 5, Nicolau foi recebido por apoiadores no aeroporto de Rio Branco e relacionou a reeleição ao trabalho desenvolvido no mandato e à atuação na presidência da Assembleia.
Pedro Longo muda de endereço político
Pedro Longo conquistou 26.263 votos e foi eleito deputado federal pelo MDB. Terminou em quarto lugar na votação estadual para a Câmara. A liderança ficou com Socorro Neri, que recebeu 39.587 votos.
Para Pedro, a eleição representa uma mudança de responsabilidade: deixa a atuação estadual e passa a integrar a bancada acreana em Brasília. Na avaliação da coluna, o desafio será transformar essa confiança em presença política, articulação e resultados para os municípios.
A força dos partidos também entra na conta
O desenho da nova Aleac ajuda a entender o segundo turno. Os partidos da coligação de Mailza elegeram 16 dos 24 deputados estaduais. As siglas da aliança de Alan conquistaram seis cadeiras; outros dois eleitos pertencem a partidos fora desses blocos.
Isso sugere maior capacidade de articulação para Mailza. Entretanto, bancada partidária não significa transferência automática de votos: cada eleitor fará sua escolha novamente.
A conversa dos apoios começou
No dia 5, Ney Amorim reafirmou apoio a Mailza. Já Bocalom, terceiro colocado com 44.946 votos, agradeceu aos eleitores na manifestação divulgada no dia 6, sem anunciar ali apoio a um dos finalistas.
Esses movimentos merecem acompanhamento. Apoios podem ampliar uma campanha, mas ninguém é dono dos votos recebidos.
Até 25 de outubro
O cenário inicial mostra Mailza com vantagem numérica e Alan diante de uma recuperação difícil. O segundo turno exigirá propostas, diálogo e mobilização. Ao Amazônia Agora cabe acompanhar os movimentos, separar anúncio de especulação e cobrar dos candidatos respostas para os problemas do Acre.
Redação Amazônia Agora
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