Ministério Público denuncia Alysson Mascaro por estupro de vulnerável, assédio e importunação sexual

Jun 10, 2026 - 07:00
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Ministério Público denuncia Alysson Mascaro por estupro de vulnerável, assédio e importunação sexual

O Ministério Público de São Paulo denunciou o jurista Alysson Mascaro, ex-professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a USP, pelos crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável.

Na denúncia, apresentada na última quarta-feira, 3 de junho, o MP afirma que Mascaro, “prevalecendo-se de sua posição hierárquica e ascendência sobre seus alunos, orientandos e integrantes do grupo de estudos que encabeçava junto à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, passou a praticar contra estes, crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro”.

Caberá ao Judiciário analisar a denúncia e decidir pelo seu recebimento ou não. Caso ela seja aceita, haverá a abertura de uma ação penal, e Alysson Mascaro se tornará réu.

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Em dezembro de 2024, o Intercept Brasil revelou relatos de dez alunos e ex-alunos de Alysson acusando o docente de assédio e abuso sexual. Duas semanas depois, contamos a história de mais nove homens que relataram acontecimentos semelhantes envolvendo o professor.

Mascaro foi demitido da USP em dezembro de 2025, após um processo administrativo disciplinar, PAD, instaurado em fevereiro daquele ano para apurar acusações de assédio e abuso sexual cometidos pelo docente.

Em paralelo ao processo na USP, em junho de 2025, a Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito a pedido do Ministério Público. Após diligências, a polícia devolveu o inquérito ao MP.

No início de setembro, o órgão pediu acesso ao PAD que tramitava na USP, além de realizar oitivas com as vítimas identificadas no procedimento. A denúncia oferecida na semana passada resulta deste processo.

O Intercept procurou Alysson Mascaro para comentar sobre a denúncia feita pelo MP. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Medida protetiva contra vítima

Além da denúncia, o Ministério Público, entendendo que houve indícios de intimidação e perseguição contra as vítimas, solicitou a aplicação de medidas protetivas em favor de uma delas, proibindo Alysson Mascaro ou pessoas ligadas a ele de se aproximar ou fazer contato virtual. 

Segundo a promotoria, também há “evidências” de que Mascaro, “através de contatos com pessoas influentes na mídia”, “passou a divulgar pela imprensa dados sigilosos” sobre as investigações e “até mesmo informações pessoais”, o que, na avaliação do MP, “pode servir como fator de constrangimento para que as vítimas e testemunhas temam a exposição e o detalhamento das informações que possuem sobre os fatos.

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