Morte de ex-delegado foi premeditada por homem que trabalhava para vítima, diz polícia
O delegado Francisco Júnior disse à TV Paraíba que a morte do delegado aposentado Walter dos Santos de Oliveira, de 61 anos, foi premeditada por suspeito que trabalhava para a vítima. O corpo do delegado, que estava desaparecido desde o dia 20 de maio, foi encontrado nesta quinta-feira (11), na zona rural de São José da Mata.
“Os criminosos já planejavam a morte com o intuito claro de matar a vítima e subtrair o seu patrimônio, tanto o gado quanto a caminhonete e outros eventuais pertences”.
O suspeito já havia trabalhado como caseiro do aposentado e, atualmente, era responsável por cuidar de cabeças de gado pertencentes à vítima. O genro dele também foi preso, suspeito de participação.
“Esse suspeito chegou a trabalhar como caseiro de uma propriedade rural do Walter no ano passado por cerca de 6 meses. Posteriormente, houve um acerto entre os dois de que a vítima traria cerca de 23 ou 24 cabeças de gado para o sítio do suspeito e ficaria pagando a ele um valor mensal para que ele pudesse cuidar dos bichos. Então existia ali uma relação de confiança”.
Suspeito indicou local do corpo
O corpo foi encontrado dentro da propriedade de um dos suspeitos, que indicou o local do corpo à polícia.
“Inicialmente, ele tentou negar a participação, mas aí, quando a gente confrontou com as provas técnicas, com as mídias que foram extraídas do próprio aparelho celular dele, ele percebeu que seria melhor colaborar para tentar. Ele indicou a localidade aproximada de onde o corpo teria sido enterrado e aí, com a ajuda do canil do Corpo de Bombeiros, a gente conseguiu localizar”, relatou o delegado Francisco Júnior.
Ainda não há detalhes de como a vítima foi morta, e, por causa do estado avançado de decomposição em que o cadáver foi encontrado, a causa da morte só poderá ser concluída após exame.
O desaparecimento
Os familiares afirmam que Walter, conhecido também como “João”, saiu da cidade de Boa Vista, no Cariri paraibano, para negociar gado na cidade de São José da Mata, que fica nas proximidades. Atualmente, ele trabalhava como autônomo.
A filha de Walter, Jéssica Nascimento, disse que o último sinal do delegado foi por meio de uma ligação, na qual se correspondeu com o filho, avisando justamente sobre a ida para São José da Mata para negociar a venda de animais.
"Ele ligou pro meu irmão para comunicar que estava indo averiguar um gado que ele tinha numa terra em São José da Mata, em uma terra arrendada. A gente esperou ele chegar, durante a noite, como sempre aconteceu, e ele não chegou", disse.
A família também disse que dois homens foram vistos com o delegado aposentado nessa propriedade na negociação pelo gado. A filha dele disse à pessoa que arrendou a terra de Walter que não conhecia os homens e que o delegado fez a negociação de parte dos animais, saindo em um carro dele com as pessoas.
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