MP vai apurar morte de mulher durante ação policial na zona Leste de SP

Abr 8, 2026 - 08:00
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MP vai apurar morte de mulher durante ação policial na zona Leste de SP

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) instaurou um procedimento para apurar a morte de uma mulher, na última quinta-feira (2), durante ação policial em Cidade Tiradentes, na zona Leste da capital.

A investigação será comandada pelo Gaesp (Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial).

A morte teria ocorrido após uma discussão entre a vítima, Thawanna Da Silva Salmázio, seu companheiro, Luciano Gonçalves dos Santos, com agentes da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo).

Segundo o boletim de ocorrência, o casal estaria andando no bairro e teria reclamado da velocidade em que a viatura da PM havia passado na rua.

Em depoimento, Yasmin Cursino Ferreira, policial militar autora do disparo que matou Thawanna, afirmou que o casal demonstrava estar alterado quando passou na via e os agentes decidiram voltar para verificar o que havia acontecido.

Yasmin relata que conversava com Thawanna, enquanto o marido era contido por outros policiais. Neste momento, segundo a agente, a vítima teria dado um tapa no rosto dela e, por isso, foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”.

Já o marido da vítima afirmou que, em um primeiro momento, pensou que o tiro era proveniente de uma arma de borracha, mas ouviu a esposa gritando “socorro”. A mulher chegou a ser levada para o Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu.

Em nota à CNN Brasil, a PM informou que as imagens das câmeras corporais serão analisadas, assim como os laudos periciais. Os policiais envolvidos vão trabalhar em funções administrativas até a conclusão das investigações.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), a policial foi afastada do cargo, teve a arma apreendida e é alvo de IPM (Inquérito Policial Militar).

A ocorrência foi registrada no 49º Distrito Policial e encaminhada ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que conduz uma investigação independente.

Moradores chegaram a realizar um protesto na sexta (3) e incendiaram um ônibus e entulhos na rua onde o caso aconteceu. Veja:

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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