Mudanças climáticas desaceleram rotação da Terra, diz estudo

Mar 22, 2026 - 10:00
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Mudanças climáticas desaceleram rotação da Terra, diz estudo
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  • Um novo estudo revela que a Terra está girando mais devagar do que nos últimos dois milhões de anos.
  • As mudanças climáticas, especialmente o aumento do nível do mar, são apontadas como a causa principal.
  • A redistribuição de massa da água dos oceanos afeta diretamente a velocidade de rotação do planeta.
  • A desaceleração pode ter implicações futuras para a medição do tempo global e sistemas de navegação.
  • Cientistas monitoram o fenômeno para entender seus impactos a longo prazo na Terra e na humanidade.

Um novo estudo científico revelou que a Terra está girando mais devagar do que em qualquer momento dos últimos dois milhões de anos, e as mudanças climáticas, impulsionadas pelo aumento do nível do mar, são as principais responsáveis por essa desaceleração inédita.

A pesquisa, cujos detalhes foram divulgados recentemente, aponta que a redistribuição da massa de água dos oceanos, causada pelo derretimento das geleiras e calotas polares, está alterando o momento angular do planeta, resultando em um giro mais lento. Este fenômeno, embora sutil, é de grande interesse para a comunidade científica e pode ter implicações futuras para a medição do tempo global e para tecnologias que dependem de precisão temporal.

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Impacto do aumento do nível do mar

O aumento do nível do mar, uma consequência direta do aquecimento global, provoca uma redistribuição significativa da massa terrestre. À medida que o gelo dos polos e das montanhas derrete, a água se espalha pelos oceanos, movendo-se para longe do eixo de rotação da Terra. Este movimento de massa age como um freio, diminuindo a velocidade com que o planeta gira. Os cientistas comparam o efeito ao de uma patinadora de gelo que desacelera ao estender os braços para fora do corpo. Essa mudança no momento angular é um princípio fundamental da física e explica por que a Terra está experimentando essa desaceleração sem precedentes em um período tão longo.

Os dados coletados indicam que a taxa de desaceleração atual é maior do que qualquer outra observada nos últimos 2 milhões de anos, um período que abrange diversas eras glaciais e interglaciais. A precisão na medição da rotação terrestre é crucial para diversas aplicações, incluindo sistemas de posicionamento global (GPS), telecomunicações e navegação espacial. Embora a desaceleração seja extremamente pequena no dia a dia, acumulada ao longo de décadas e séculos, ela pode levar a desajustes significativos nos sistemas de tempo coordenado universal (UTC), que precisam ser periodicamente corrigidos através da adição de “segundos bissextos”.

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Consequências e monitoramento futuro

As implicações a longo prazo dessa desaceleração ainda estão sendo estudadas, mas a necessidade de ajustes nos relógios atômicos globais já é uma realidade. A introdução de segundos bissextos é um mecanismo para manter o tempo atômico alinhado com a rotação irregular da Terra, mas a frequência e a previsibilidade desses ajustes podem ser afetadas pela desaceleração contínua. Para Niterói e outras cidades costeiras, o aumento do nível do mar já é uma preocupação imediata devido aos riscos de inundações e erosão, mas o impacto global na rotação do planeta adiciona uma nova camada de complexidade aos efeitos das mudanças climáticas.

A ciência por trás da desaceleração

Cientistas utilizam uma combinação de dados históricos, observações astronômicas e modelos geofísicos para entender a rotação da Terra. A análise de sedimentos marinhos e corais antigos, por exemplo, pode fornecer informações sobre a duração dos dias em épocas remotas. Atualmente, satélites e radiotelescópios de alta precisão monitoram continuamente a velocidade de rotação do planeta, permitindo aos pesquisadores detectar até mesmo as menores variações. Este monitoramento é essencial para prever a necessidade de futuros ajustes de tempo e para aprimorar nossa compreensão sobre a dinâmica interna e externa da Terra. A pesquisa ressalta a interconexão de sistemas terrestres e a profundidade do impacto das atividades humanas no planeta.

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