Novo modelo de financiamento imobiliário começa dar resultados
Segundo o executivo, a fase de testes da nova estrutura, iniciada nos últimos meses de 2025, já interrompeu a trajetória de queda das concessões observada naquele ano.
Por Redação, com ABr – de Brasília
Os primeiros resultados do novo modelo de financiamento do crédito imobiliário, criado para reduzir a dependência da poupança e ampliar o uso de recursos do mercado de capitais, começam a aparecer nas operações de financiamento habitacional. A avaliação foi feita nesta terça-feira por Gilneu Vieira, diretor de Regulação do Banco Central (BC).

Segundo o executivo, a fase de testes da nova estrutura, iniciada nos últimos meses de 2025, já interrompeu a trajetória de queda das concessões observada naquele ano, com incremento nas concessões ara imóveis até R$ 1 milhão e na faixa entre R$ 1 milhão e R$ 2,2 milhões.
O modelo atual foi criado para promover uma substituição gradual da poupança como principal fonte de recursos do crédito imobiliário. Pela proposta, novas operações passam a ser financiadas prioritariamente por recursos captados no mercado, enquanto a poupança assume um papel complementar de redução do custo das operações.
Contratos
O diretor explicou que, consciente do impacto que a mudança poderia causar, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu uma fase de testes e uma transição longa para evitar efeitos negativos sobre os contratos já existentes.
— Na fase de testes iniciada nos últimos meses de 2025, 500 pontos-base da linha de compulsório, ou seja, 5% do saldo da poupança foram destinados à contratação de operações no novo formato, para que o mercado se acostumasse com o modelo. A partir de 2027, iniciará a vigência do novo modelo, também de forma gradual — pontuou.
Após nove meses de testes, o diretor do BC trouxe o seu balanço sobre o que mudou durante o período de transição.
— Para os imóveis até R$ 1 milhão, as taxas praticamente não se alteraram, bem como para os imóveis entre R$ 1 milhão e R$ 2,2 milhões – recebem 25 pontos pessoais superiores àqueles dos imóveis até R$ 1 milhão. Já para os imóveis acima de R$ 2,2 milhões, que tinham taxas abaixo dos imóveis até R$ 1 milhão, na ordem de 35 pontos, agora estão com taxas superiores aos imóveis de R$ 1 milhão, na ordem de 75 pontos percentuais — concluiu.
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