PL aguarda decisão de Flávio Bolsonaro para fechar chapa ao governo

Feb 24, 2026 - 07:00
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PL aguarda decisão de Flávio Bolsonaro para fechar chapa ao governo
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Lideranças do PL esperam que o senador Flávio Bolsonaro defina, em reunião nesta terça-feira, quem será o candidato do partido ao governo do Rio, além de terem a expectativa de um movimento para atrair a federação União Brasil-PP para a chapa. Uma das pautas do encontro, que contará com Flávio, o governador Cláudio Castro e o deputado federal Altineu Côrtes, em Brasília, é a possibilidade de encaixar quadros do União e do PP nas vagas de vice-governador e ao Senado.

O objetivo é neutralizar a movimentação do prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), que tenta uma aliança com o PP depois de ter conseguido levar o MDB, outro partido com o qual o PL contava estar junto, para sua chapa ao governo. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro se divide entre dois nomes no Rio: o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), apoiado por Altineu; e o chefe da Polícia Civil, Felipe Curi (sem partido), que tem o aval de Castro.

Nos bastidores, Castro e Altineu travam uma “guerra fria” na tentativa de convencer Flávio a endossar suas respectivas escolhas. O governador, que não quer repassar sua cadeira a um aliado de Altineu, defende a candidatura de Curi por entender que ela permitiria indicar seu chefe da Casa Civil, Nicola Miccione (PL), para um governo interino no Palácio Guanabara até o fim do ano.

Interinidade em aberto

Esse mandato-tampão, que é definido com os votos dos 70 deputados da Assembleia Legislativa (Alerj), só estará em jogo se Castro decidir disputar as eleições deste ano. Nesse caso, o governador precisaria deixar a cadeira até abril. Como ele não tem vice, haveria um cenário de vacância de poder, a ser preenchida pela Alerj.

Miccione é o braço-direito de Castro, que prioriza tê-lo à frente da máquina estadual durante o período eleitoral, quando o próprio governador pretende disputar o Senado. Sem esse respaldo, Castro tem sugerido que pode ficar no governo e não ser candidato a nada, evitando a chance de um governo-tampão.

Embora a ideia de Castro ficar no cargo fosse vista com ceticismo — já que ele é pressionado pelo risco de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (leia mais na matéria acima) —, essa permanência podia criar empecilhos à candidatura de Douglas Ruas. Isso porque o aliado de Altineu pretendia concorrer na eleição de outubro já sentado na cadeira de governador, em um mandato interino.

Interlocutores de Ruas, no entanto, passaram a afirmar nos últimos dias que ele está disposto a disputar o governo contra Paes mesmo que não assuma antes o mandato-tampão. O discurso busca gerar uma igualdade de condições entre ele e Felipe Curi, também visto como alguém que topa uma candidatura sem estar sentado na cadeira de governador.

Em outra frente, Ruas vem ganhando sinalizações de apoio na federação União-PP, que Flávio tenta atrair para a aliança estadual e também para sua chapa à Presidência. O prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella (União), cotado para concorrer ao Senado, defende uma composição com o aliado de Altineu, e diz que vai trabalhar para que a federação não apoie a candidatura de Paes.

“Pelo lado do União, a chance de compor com Paes é zero. Tenho lado, e meu candidato ao governo é o Douglas Ruas”, afirma Canella.

Já o PP, dirigido no Rio pelo deputado federal Doutor Luizinho, vem flertando com a candidatura de Paes. Caso oficializem a federação, União e PP terão que apoiar a mesma chapa. Um dos ativos do PL para também convencer Luizinho é oferecer ao PP a indicação do candidato a vice-governador — possibilidade hoje descartada com Paes, que já apontou a advogada Jane Reis (MDB) como sua futura colega de chapa. Antes, o próprio Curi havia sido sondado para concorrer neste ano pelo PP.

Ajuste nacional

Interlocutores da cúpula do PL afirmam que todas essas definições dependem de Flávio, que deseja tanto ter um palanque forte do seu partido no Rio, quanto ampliar seu leque de alianças para a campanha presidencial. O senador também enxerga a aliança com União e PP na eleição fluminense como forma de mitigar insatisfações desses dois partidos com o PL em outros estados, como Santa Catarina, onde a federação ameaça abandonar o palanque bolsonarista justamente por falta de espaço na chapa.

Aliados de Flávio defendem que ele replique, na eleição nacional, o mesmo arranjo buscado no Rio, indicando um vice da federação União-PP.

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