PM fecha fábrica clandestina de bebidas adulteradas em BH; dupla é presa
Uma unidade clandestina que adulterava bebidas alcoólicas na região centro-sul de Belo Horizonte (MG) foi fechada em uma operação da Polícia Militar nessa segunda-feira (23). A ação culminou na prisão em flagrante de dois homens que operavam no local.
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A ação expôs a estrutura montada para maquiar bebidas de marcas conhecidas, usando garrafas reaproveitadas, rótulos falsos e maquinário para simular a aparência de originalidade, de acordo com a TV Globo.
As investigações e depoimentos revelaram que o esquema consistia em reutilizar recipientes originais, muitas vezes adquiridos em casas noturnas de São Paulo por valores em torno de R$ 15. Para compor o produto final, os suspeitos misturavam uma pequena quantidade da bebida original com versões mais baratas e de qualidade inferior.
O acabamento era feito com rótulos comprados pela internet e o uso de máquinas para selar as garrafas, dando aparência de um produto novo.
Um dos detidos confessou aos agentes que atua na falsificação de bebidas desde os 16 anos de idade. A polícia segue investigando o caso.
Falsificação de bebidas
A falsificação de bebidas alcoólicas geralmente começa pela coleta de garrafas originais usadas, muitas vezes obtidas em bares, boates e casas noturnas de grandes centros urbanos. Esses recipientes são comprados por valores relativamente baixos e, em seguida, lavados e preparados para receber novas misturas. A aparência de autenticidade das embalagens facilita a circulação das bebidas adulteradas em diferentes pontos de venda.
Dentro do imóvel usado como “fábrica clandestina”, é comum encontrar grandes quantidades de garrafas cheias e vazias, caixas de papelão, rótulos falsificados e tampas metálicas ou plásticas. Em muitos casos, os falsificadores misturam pequenas quantidades de bebida original com produtos de menor qualidade ou até com destilados de procedência desconhecida. Depois, utilizam máquinas simples para lacrar as garrafas, tentando reproduzir o padrão visual de marcas reconhecidas no mercado.
Outro elemento recorrente nos esquemas de adulteração de bebidas é a compra de rótulos, selos e embalagens pela internet, em sites que comercializam materiais gráficos sem controle rígido de destinação. Esses componentes permitem que a bebida falsificada circule como se fosse legítima, confundindo comerciantes e consumidores e dificultando a identificação imediata da fraude.
A bebida alcoólica falsificada apresenta riscos que vão além da perda financeira. Em muitos casos, os produtos usados para completar as garrafas não passam por qualquer controle sanitário, podendo conter substâncias tóxicas ou concentrações irregulares de álcool. Há registros no país de intoxicações graves e até mortes associadas ao consumo de destilados adulterados com compostos inadequados ao consumo humano.
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