Polícia identifica adolescente de 13 anos que ameaçou ataque em escola de Cariacica
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) identificou um adolescente de 13 anos suspeito de fazer ameaças de ataque contra uma escola particular de Cariacica. As mensagens foram enviadas por e-mail e incluíam uma foto de uma arma que, segundo o próprio adolescente, seria usada em um possível ataque. O nome da escola e o bairro onde ela fica não foram divulgados pela polícia para preservar estudantes, funcionários e familiares.
Segundo a polícia, o caso começou a ser apurado depois que foi registrado um boletim de ocorrência, em agosto deste ano. Durante a investigação, o adolescente percebeu que estava sendo monitorado e enviou uma nova mensagem dizendo que os policiais não conseguiriam descobrir quem estava por trás das ameaças. Mesmo assim, por meio do trabalho de inteligência e da cooperação internacional, os investigadores chegaram até o adolescente.

Celular foi apreendido
No dia 16 de setembro, a polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do jovem. O celular dele foi apreendido e está sendo analisado pela perícia.
De acordo com a investigação, houve uma tentativa de dificultar o trabalho dos policiais durante o cumprimento do mandado. O adolescente, porém, acabou confessando o envolvimento no caso.
As mensagens analisadas pelos investigadores também tinham conteúdo racista e ameaças contra professores, colegas e funcionários da instituição. A informação sobre as ameaças acabou chegando às famílias dos estudantes, provocando preocupação e pânico entre os pais.

A polícia investiga se o adolescente tinha algum tipo de conflito relacionado a bullying. Durante o depoimento, ele mencionou o tema de maneira genérica, mas ainda não há confirmação de que isso tenha relação com as ameaças.
Escola chegou a apontar outros estudantes
Antes de conseguir identificar o responsável pelas mensagens, a escola chegou a apontar alguns alunos que poderiam ter alguma relação com o caso. Os celulares desses estudantes foram analisados durante a investigação.
Segundo a polícia, os investigadores encontraram em alguns aparelhos conteúdos relacionados a nazismo, maus-tratos a animais e violência.
A polícia ressaltou, porém, que esses conteúdos não tinham relação com as ameaças investigadas e que os estudantes não são apontados como responsáveis pelo caso. A descoberta serviu como alerta sobre o tipo de conteúdo consumido por alguns adolescentes na internet.
O que pode acontecer
Segundo a Polícia Civil, a investigação avalia possíveis atos infracionais relacionados a apologia ao crime, provocação de pânico ou alarme e racismo. Os responsáveis pelo adolescente também podem ser responsabilizados.
A polícia também destacou a necessidade de acompanhamento psicológico e, se indicado por profissionais, psiquiátrico para o adolescente.
Polícia faz alerta aos pais
A Polícia Civil reforça o alerta e orienta que adultos acompanhem o que crianças e adolescentes fazem na internet, observem os conteúdos consumidos e mantenham espaço para conversar sobre temas como bullying, violência, racismo e conflitos na escola.
A recomendação é que mudanças de comportamento e sinais de sofrimento não sejam ignorados e que os adolescentes tenham acesso a acompanhamento psicológico quando necessário.
A polícia reforça ainda que ameaças de ataques contra escolas devem ser levadas a sério, mesmo quando feitas pela internet ou por adolescentes. A maior parte dos casos investigados, segundo os policiais, começa justamente com algum tipo de ameaça.
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