Por que não homenagearam Jourdan Amora até hoje?
No dia de hoje, 19 de outubro, está completando 12 meses que o nosso estimado Jourdan Amora se foi. Não se sabe o que atribuir porque até hoje não prestaram qualquer reconhecimento a ele. Por que os executivos e os integrantes do Legislativo niteroiense têm esse comportamento? Os amigos e aqueles niteroienses que conheceram de perto a história do jornalista ficam perguntando do porquê dessa inércia dos homens detentores do poder na cidade.
Jourdan Amora desde a juventude já mostrava sua capacidade como comunicador, quando liderou como estudante a entidade que representava a classe e, daí em diante, não parou mais. Trabalhou em grandes jornais do Rio de Janeiro e sempre posicionado politicamente, após o movimento dos militares no início dos anos de 1960, pagou caro com prisões e ameaças. Todavia, jamais se curvou das pressões com que conviveu. Era um jornalista linha reta. Por isso, passou a fazer parte integrante da história política e jornalística da cidade com respeito e admiração, passando a constar em todos os livros que falam sobre o município.
Diariamente apresentava seus Editoriais sempre fazendo críticas construtivas à administração pública, do município, do estado e no âmbito federal. Sua preocupação com a classe sempre foi destacada, levando-o a criar o Museu da Imprensa, a ser o fundador da ABRAJORI (Associação Brasileira de Jornais do Interior) e a ADJORI (Associação Estadual de Jornais do Interior), todas instituições que representam os profissionais de imprensa e que permanecem no uso de suas atribuições. Não se falando na criação do cinquentenário Jornal de Icaraí e nos 60 a frente de A Tribuna.
Na forma empreendida por Jourdan, muitos jornalistas que hoje brilham ou já brilharam em grandes jornais, se espelharam no modo de agir do mestre. Jamais misturou interesses pessoais com a de atividade jornalística. Nunca foi nomeado por qualquer governante, coisa que seria fácil de acontecer dada sua atuante participação como proprietário de jornal. Houve tempo, ou melhor, quase sempre, era difícil conhecer jornalista que não tinha o privilégio de ser funcionário público. Jourdan Amora sempre foi só jornalista.
Mesmo assim, com toda luta em prol de Niterói, nesta data que completa 1 ano de sua morte, uma pergunta fica no ar, por que não homenagearam Jourdan Amora até hoje? Pois, quando querem trocam os nomes da Praia de Icaraí e da emblemática Rua Coronel Moreira César, por nomes merecidos, antes dos homenageados terem 30 dias que faleceram!
COM A PALAVRA OS ILUSTRES DIRIGENTES DO MUNICÍPIO.
Por: Célio Junger Vidaurre
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