Rose Soares quer saber porque as pessoas amam o Guará
A relação de Rose Soares com o Guará vai além do local onde vive. Moradora da cidade desde 2005, ela construiu ao longo de duas décadas uma trajetória ligada ao mercado imobiliário, ao trabalho comunitário e à valorização da cultura local. Com atuação que começou na corretagem de imóveis e se ampliou para iniciativas sociais e culturais, Rose se tornou uma presença ativa em projetos que buscam fortalecer o sentimento de pertencimento na cidade.
A aproximação mais intensa com o Guará começou em 2007, quando ela ingressou no mercado imobiliário a convite de Alberto Fernandes, da Beiramar Imóveis. Ao longo dos anos, consolidou experiência no setor e chegou à gestão da empresa, mas foi durante sua atuação na Thaís Imobiliária que aprofundou o contato com a realidade das quadras e com o cotidiano dos moradores.
Para compreender melhor a região, Rose passou a percorrer ruas, conversar com zeladores, síndicos e moradores e observar de perto as características de cada espaço urbano. “Eu tive que ir a campo, bater perna, conversar com morador, com os zeladores, com os síndicos”, conta. Segundo ela, foi nesse processo que o vínculo com o Guará se fortaleceu e encontrou espaço para crescer.
Trabalho social
A vocação para o trabalho social, de acordo com Rose, tem origem familiar. Mesmo com a vida estabelecida no Guará, ela também manteve atenção às próprias raízes. Durante a pandemia, organizou uma ação solidária voltada para a cidade de Rodelas, na Bahia, onde sua mãe residia. A mobilização resultou na arrecadação de mais de R$ 3 mil, valor que possibilitou a distribuição de mais de 35 cestas básicas a famílias afetadas pela crise econômica. A iniciativa buscou atender pessoas que perderam o sustento em um período de dificuldades, marcado também pelos impactos sobre atividades locais de trabalho e produção. Além da ajuda emergencial, Rose afirma que procura incentivar caminhos de autonomia, apoiando pessoas que desejam iniciar suas trajetórias profissionais.
A atuação cultural também passou a ocupar espaço central em sua caminhada. Rose já escrevia poesias antes dos anos 2000, mas a aproximação com a produção de eventos ganhou força a partir da parceria com o companheiro Luciano Monteiro, o Grande Lu. Durante a pandemia, ela passou a colaborar na assistência de produção de eventos e projetos culturais em escolas. Esse envolvimento abriu novas portas e levou ao convite feito por Rafael Souza, do Jornal do Guará, para integrar a comissão organizadora da Rua do Lazer.
Na iniciativa, Rose passou a colaborar não apenas na organização, mas também na estrutura do evento, inclusive com investimento próprio em tendas e brinquedos infláveis voltados ao público infantil. Para ela, a participação no projeto representa uma forma de retribuir à cidade o acolhimento que recebeu ao longo dos anos. “Participar da Rua do Lazer hoje é uma honra. É trazer serviço, cultura e diversão. É devolver para a cidade, para os guaraenses, aquilo que eu recebi”, diz.
Prestes a completar 48 anos em abril, Rose afirma que sua missão continua sendo “servir à comunidade com dedicação”. Na avaliação dela, ocupar os espaços públicos com atividades culturais e ações de convivência fortalece os laços entre os moradores e contribui para uma cidade mais viva. “Morar no Guará vai muito além de um endereço. É cuidar da cidade, é amar a cidade, é participar”, resume.
Ao falar sobre a própria trajetória, Rose também faz questão de reconhecer quem caminha ao seu lado, entre eles o videomaker Bruno Augusto, “parte importante desse trabalho de registro e valorização de histórias locais”. Para Rose Soares, o Guará reúne experiências e personagens capazes de marcar a vida de quem vive na cidade e de quem se aproxima dela.
https://www.instagram.com/corretorarosesoares/
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