Sem base científica, presidente dos Estados Unidos cita autismo e “risco de morte” ao reduzir a vacinação infantil

Agos 11, 2026 - 15:00
 0
Sem base científica, presidente dos Estados Unidos cita autismo e “risco de morte” ao reduzir a vacinação infantil

Sem citar um único estudo, Donald Trump assinou nesta segunda-feira (10) uma ordem que reformula o calendário vacinal americano com base na hipótese, rejeitada pela ciência, de que vacinas estariam ligadas ao aumento de casos de autismo e mortes – mesmo sem apresentar provas.

O decreto reduziu de 17 para 11 o número de vacinas obrigatórias e reclassifica outras seis, que passam a valer apenas para grupos específicos ou por decisão médica caso a caso.

Com isso, hepatite B, hepatite A, meningococo B, meningococo ACWY, dengue e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório passam a ser recomendados apenas para grupos considerados de alto risco. Essas são doenças consideradas graves e algumas delas letais na primeira infância.

Já hepatite A, hepatite B, rotavírus, doença meningocócica, gripe e covid-19 ficam sujeitos ao que o governo chama de “decisão clínica compartilhada” — ou seja, médico e família decidem caso a caso.

Especialistas explicam que os pontos levantados por Trump repetem argumentos antigos do discurso antivacina. Não há evidência que sustente a ligação com autismo, já descartada por órgãos regulatórios do mundo inteiro, nem o suposto risco de morte atribuído à tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A alegação chega em meio a um surto de sarampo nos Estados Unidos, que já soma mais de 2.400 casos confirmados. Para justificar as mudanças, Trump e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., fizeram uma série de afirmações na cerimônia de assinatura, no Salão Oval.

Qual é a sua reação?

Como Como 0
Não gosto Não gosto 0
Amor Amor 0
Engraçado Engraçado 0
Nervoso Nervoso 0
Triste Triste 0
Uau Uau 0