Setor de serviços para de crescer, com pressão da guerra sobre os preços

Abr 7, 2026 - 00:00
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Setor de serviços para de crescer, com pressão da guerra sobre os preços

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu a 50,1 em março, de 53,1 em fevereiro, ficando bem perto da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O setor de serviços no Brasil praticamente estagnou em março em meio à intensificação das pressões sobre os preços, com a guerra no Oriente Médio entre os fatores inflacionários, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta segunda-feira.

Setor de serviços para de crescer, com pressão da guerra sobre os preços | O setor de serviços está entre aqueles com maior crescimento no número de empregos informais
O setor de serviços está entre aqueles com maior crescimento no número de empregos informais

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu a 50,1 em março, de 53,1 em fevereiro, ficando bem perto da marca de 50 que separa crescimento de contração. As empresas monitoradas relataram retração na demanda e menor captação de clientes, com redução da renda familiar e condições econômicas desafiadoras. Os novos pedidos diminuíram pela primeira vez em cinco meses, embora de forma marginal.

Houve citações aos altos custos dos empréstimos, com a queda nas vendas concentrando-se em março nos subsetores de serviços ao consumidor e finanças e seguros. Os prestadores de serviços brasileiros registraram o maior aumento nos custos de insumos em quatro meses em março, em meio a evidências de alta nos gastos com bebidas, alimentos, frete, combustível, mão de obra, outros serviços e softwares.

Otimismo

Segundo as empresas, as negociações coletivas com os sindicatos, a tributação e a guerra em curso no Oriente Médio contribuíram para as pressões inflacionárias. Buscando proteger as margens de lucro os provedores de serviços aumentaram novamente os preços de venda em março, no ritmo mais forte desde outubro.

Ainda assim, março registrou o segundo aumento consecutivo no emprego no setor de serviços. As empresas também se mantiveram confiantes quanto a um aumento na atividade ao longo dos próximos 12 meses, mas o nível de otimismo caiu em relação a fevereiro diante de preocupações com a concorrência, pressões inflacionárias, as eleições presidenciais, os altos custos de empréstimos e os aumentos de impostos.

Em março, o PMI Composto do Brasil também indicou estagnação do setor privado, ao cair para 49,9 em março de 51,3 em fevereiro.

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