Tereza Cristina pede "união da direita" e não descarta candidatura em 2026

Mai 25, 2026 - 15:00
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Tereza Cristina pede "união da direita" e não descarta candidatura em 2026
A cinco meses das eleições, a crise envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o EX-banqueiro Daniel Vorcaro reacendeu discussões nos bastidores da direita sobre possíveis alternativas para a disputa de 2026. Em meio às especulações, a senadora Tereza Cristina (PP) afirmou nesta segunda-feira (25), em Campo Grande, que o campo conservador precisa “sentar e permanecer unido” para derrotar “Lula e o PT”, independentemente de quem seja escolhido como candidato. Durante o lançamento  do mutirão de cirurgias Vira CG Saúde, no Paço Municipal de Campo Grande, Tereza não descartou completamente a possibilidade de ter o nome incluído nas articulações nacionais, embora tenha afirmado que existem outros nomes mais ventilados dentro da direita brasileira. “Eu acho que a direita precisa sentar e permanecer unida. Eu já disse isso há alguns meses. A direita precisa ter um nome que vença o seu opositor, que é o presidente Lula e o PT. Então, se é o nome do Flávio [Bolsonaro], do [Romeu] Zema, do [Ronaldo] Caiado, ou até o meu, ou de outros que possam surgir”, declarou a senadora de MS.  Apesar disso, a senadora ponderou que não se vê, neste momento, como protagonista da disputa presidencial. “O meu nome não está na roda. Falam no meu nome, eu fico muito honrada com isso, mas ninguém é candidato de si mesmo. Enfim, isso até me envaidece, vamos dizer assim, ter o meu nome lembrado pela direita brasileira. Mas ainda tem muita água para correr debaixo da ponte”, afirmou. No evento, o senador Nelson Trad Filho (PSD) chegou a defender publicamente o nome da colega de bancada como alternativa da direita nacional. “Vocês não têm noção do prestígio e reconhecimento que a Tereza Cristina tem no plano nacional. Ao ponto até de que, se as conspirações astrológicas enxergarem nessa pequena grande mulher o que nós sabemos que ela é, ela pode até ser nossa candidata à Presidência da República”, brincou Nelsinho. Desgaste político -  A fala ocorre em meio ao desgaste provocado pela divulgação de mensagens obtidas pelo The Intercept, que apontam negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre um possível aporte de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para financiar a produção do filme biográfico “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, Vorcaro foi preso um dia após as conversas, enquanto tentava deixar o país. O ex-banqueiro é investigado por suspeita de participação em um esquema que teria provocado prejuízo bilionário ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Posteriormente, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master. Mesmo diante do cenário turbulento, Tereza evitou críticas diretas a Flávio Bolsonaro e defendeu que a direita mantenha unidade em torno de um projeto comum. “O Flávio está aí, é candidato, acho que ele já se explicou e talvez precise falar um pouco mais sobre esse assunto. Depois, a direita precisa sentar e escolher. Se estivermos unidos, temos alguma chance. Se estivermos divididos, aí não temos chances”, disse. Conforme já noticiado  pelo Campo Grande News , nos bastidores de Brasília, o nome da senadora sul-mato-grossense vem sendo lembrado como uma possível alternativa para reorganizar a centro-direita em caso de enfraquecimento da candidatura bolsonarista.  Integrante de destaque da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Tereza Cristina aparece ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, entre os nomes cotados por lideranças do agronegócio para uma eventual disputa presidencial.

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