Terremoto na Bahia? Geólogo explica possibilidade do abalo no estado
Os terremotos que atingiram a Venezuela nos últimos dias, têm feito estragos no país. De acordo com uma publicação no 'X', feita nesta segunda-feira (6), pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, 3.535 pessoas já perderam a vida devido aos abalos sísmicos. Essas informações, além de causar comoção, também podem gerar medo por parte dos países vizinhos, incluindo o Brasil.
Apesar de ser compreensível, esse temor pode ser deixado de lado, de acordo com o geólogo e professor do Instituto de Geociências da UFBA, Ricardo Fraga, de 56 anos. Explicando como o abalo acontece, o profissional destacou que toda a terra é dividida em um conjunto de placas, como se fosse um quebra-cabeça e que a maioria dos terremotos acontecem nos limites das placas tectônicas e eles se dão pela movimentação delas.
"Esses terremotos mais graves acontecem justamente nos limites das placas, principalmente nos limites que convergem e colidem, a exemplo do que aconteceu na Venezuela. Já o Brasil está no no meio da placa, então não há a tendência de ter terremotos constantes. Isso não quer dizer que a gente não vai ter terremotos, a gente pode ter, porém, de pequena magnitude, que causam menos problemas, que é justamente pela transferência dessas tensões para o interior da placa", pontuou.
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O professor fez questão de salientar que os abalos sísmicos na Bahia não mudariam a rotina da população devido ao seu baixo impacto. "Esses terremotos não causariam impactos significativos em nossas vidas. Pode haver uma trepidação ou coisa assim, mas seria sentido de forma leve, sem potencial para causar grandes impactos", cravou.
Como saber se um terremoto vai acontecer?
Com o avanço da tecnologia é possível detectar, registrar e medir os abalos, mas segundo o geólogo, ainda não há como ter uma precisão de quando o fenômeno natural vai acontecer.
"É muito difícil prever quando um terremoto vai acontecer, mas existem algumas falhas no mundo, grandes falhas que provocam terremotos, como o que aconteceu em Lisboa no século 18, que já se sabe que essas falhas têm um período de recorrência, que são em torno de 250 anos. Existem sismógrafos (instrumentos científicos de alta precisão usados para detectar, registrar e medir vibrações e ondas sísmicas do solo), que vão medindo esse aumento de pressão, mas não tem como dizer a hora exata que vai acontecer", concluiu.
Monitoramento na Bahia
Na Bahia, os tremores costumam ser registrados pelo Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis), que monitora os eventos no nordeste e em outras regiões do Brasil. Segundo o Labsis, já houve tremor no mês de julho em solo baiano. O registro foi feito na cidade de Jacobina, no centro-norte do estado.
O evento aconteceu na última quinta-feira (2), às por volta das 02h25. O boletim aponta que o tremor teve 1.7 de magnitude. Os registros completos dos abalos que ocorreram de janeiro de 2026 até o momento, podem ser vistos no site do laboratório.
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