União escolhe apoiar Pivetta à reeleição e Jayme critica convenção; “desigual e desonesta”
A convenção estadual do União Brasil definiu, nesta quinta-feira (30), pela aliança com o Republicanos e pelo apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta à reeleição. A decisão encerrou a disputa interna com o senador Jayme Campos, que defendia candidatura própria da sigla ao Palácio Paiaguás e tentou, até os últimos momentos da convenção, viabilizar seu nome como representante do grupo na corrida pelo governo do Estado. A votação secreta foi concluída após quase oito horas de convenção. Dos 51 votos contabilizados, além dos 30 favoráveis à aliança com Pivetta e dos 19 em defesa do projeto de Jayme, houve uma abstenção e um voto inválido.
Após a derrota, Jayme classificou a condução do processo como “draconiana, desigual e desonesta”, mas afirmou que respeita a decisão da maioria dos convencionais. O senador disse que colocou seu nome à disposição para disputar o governo e deixou a convenção com o sentimento de dever cumprido.
“Eu nunca vi, em toda minha vida política e nas eleições que disputei, uma convenção conduzida de tal forma draconiana, ou seja, desigual e desonesta. Sou muito fiel a Deus e ele, na sua infinita bondade, quis que a maioria dos convencionais apoiasse esta possível coligação. Eu respeito”, declarou, ao lado da esposa, Lucimar Campos, e do irmão, o deputado Júlio Campos.
Presidente estadual do União Brasil, o ex-governador Mauro Mendes rebateu as críticas e sustentou que a votação seguiu as normas internas da legenda. Segundo ele, o regulamento adotado para a convenção foi validado pela direção nacional e garantiu aos convencionais o direito de escolher entre a candidatura própria e a composição com o Republicanos.
“Tudo o que aconteceu seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido. Uma resolução que nós publicamos e foi validada pela nacional do partido, e ela foi muito transparente. Todos os convencionais foram lá, votaram, expressaram o seu voto”, afirmou Mauro.
Apesar do confronto após o resultado, Mauro não descartou uma conversa com Jayme nos próximos dias e disse considerar natural algum ressentimento por parte do senador. O ex-governador também reafirmou que o apoio a Pivetta representa uma escolha de coerência com a gestão que comandou por mais de sete anos e da qual o atual governador participou como vice.
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