A segurança pública em nosso país (final), por Marcus Fleming

Jun 8, 2026 - 08:00
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A segurança pública em nosso país (final), por Marcus Fleming

Por prof. Adm. Msc. Marcus Fleming – Peço licença aos abnegados leitores para retificarmos, o final da matéria anterior, conforme segue: “O surgimento das facções criminosas, evoluíram tanto quanto a tecnologia da informação.

Assim como a organização política do país, a partir dos partidos que passaram a agregar contingentes de pessoas de diferentes matizes sociais, para formular leis e fazer com que o legislativo, o executivo e o judiciário, transformem nosso país, através das políticas públicas, para levar benefícios e projetos sociais para a sociedade”.
Mas tem uma coisa que cresceu e os governos não tiveram a capacidade e a competência de acompanhar, fiscalizar e conter esse crescimento – o crime estruturado e organizado.

E que só tem trazido malefícios para a sociedade. Possui cadeias de comando, delegações de competências, atribuições bem definidas, lideranças qualificadas, capacidade e estrutura financeira inquestionáveis.

Cremos que estamos todos lamentando, por agora, “pelo leite derramado”, por se tornar mais difícil acabar com esse câncer epidêmico em nossa sociedade. Simplesmente, porque esta célula cancerígena foi criando, ao longo do tempo, suas próprias raízes, endereços certos, caminhando com as próprias pernas, capaz de se locomover e se arraigar no tecido social das nações do mundo inteiro. Na nação brasileira, nos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal.

O Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP realizou estudos e pesquisas, tendo chegado à conclusão de que as facções CV e PCC hoje conseguiram chegar, uma a 8 países, e a outra em 28 países. Um poder paralelo capaz de medir forças e disputar poder político dentro de territórios e nações. Nos EUA as facções brasileiras já chegaram em 12 estados, segundo estudos realizados pelos americanos.

Foi assistindo aos noticiários jornalísticos na TV brasileira que nos sentimos motivados a fazer esta matéria, portanto acabamos nos reportando a uma pesquisa no Google, para que me fossem fornecidas as respectivas notícias. Por vias de consequência, trabalharmos a nossa lógica de raciocínio.

Assim, vejamos:

Segundo a IA “o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) mapeou que o crime organizado atingiu proporções globais, identificando a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em ao menos 28 países fora o Brasil. Os relatórios e análises do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), detalhados por autoridades como o promotor Lincoln Gakiya, apontam que o PCC conta com mais de 2.000 integrantes no exterior, transformando-se em uma verdadeira multinacional do narcotráfico”.

Para alguns grupos políticos e até mesmo cidadãos, parece um tanto quanto fácil se fazer uma interpretação do pensamento do presidente americano, Donald Trump. Ele se reporta aos fatos e nos faz compreender as ações desses grupos organizados que têm ocupado vários países para promover o crime de lavagem de dinheiro, guerrilhas, ingerências políticas e comerciais.

E até mesmo corrupção ativa e passiva. Aqui no Brasil, chegaram até aos postos de gasolina, fintechs, na Avenida Faria Lima em São Paulo, coração financeiro do país, e em tantos outros cantos por aí afora. O crime organizado tomou proporções alarmantes e insuportáveis a nível de infiltração na vida política de países como Nicarágua, Venezuela, Colômbia e Brasil. Assim dizem as más notícias.

Nos Estados Unidos da América, não poderia ser diferente, visto que apesar de ser um país próspero e evoluído, uma das maiores riquezas do planeta, ainda assim o mal ali penetrou, sendo capaz de impactar a vida social, econômica e financeira, tanto em parte da América do Norte, quanto nos países da Europa e resto do mundo. Especialmente no Brasil, gerando terror nas comunidades, cidades, vielas, favelas, comércio e literalmente no sistema financeiro. E o que podemos dizer sobre a ameaça de exercer impacto sobre o desenvolvimento do turismo brasileiro?

Nas reportagens televisivas, vejamos o que fora noticiado nesses dias, no que concerne ao conceito de terrorismo: Segundo a Lei nº 13.260/2016: “o terrorismo consiste na prática de atos cometidos por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo a vida, o patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

Se fizermos uma leitura e uma interpretação do que se dispõe a norma legal sobre o conceito de terrorismo, ficamos pasmem, de boca aberta. Um conceito fraco, pífio, ao longo de toda a redação, desconectado com a realidade do tempo em que vivemos, onde as lideranças do crime organizado dominam tecnologias de ponta, em termos de hardware e software.

Logo, concluímos que o crime organizado tem tido a capacidade de elaborar, planejar estratégias para alcançar níveis de penetração como nos sistemas políticos e financeiros, na vida de vários países, e com isso vindo a comprometer projetos ousados de desenvolvimento das nações.

Somos testemunhos do que tem acontecido nas cidades brasileiras, em que os principais comandos do tráfico e do crime organizado disputam territórios, usam armas militares importadas e drones com consequências devastadoras, sob o ponto de vista de aumento da escalada da violência. Violam o direito de ir e vir, sem haver tempo de se preservar a paz no ambiente familiar.

A ponto de tais famílias e seus membros, perguntarem entre si: qual o melhor horário para sairmos de casa? Levo ou não levo o celular? As escolas vão funcionar hoje? Isto porque, precisamos entender que o conceito antigo de terrorismo, caiu por terra, está desarticulado do atual mundo em que vivemos. Onde as guerrilhas entre facções, já estão se tornaram normais, as comunidades passam a aprender a conviver com o perigo e a insegurança de vida. Pois, se encontram cercadas por pequenas guerrilheiros e sabotadores da paz, que transformam a vida das pessoas em perdas familiares, num verdadeiro inferno.

Os crimes deixaram de ser uma simples ação de mão armada, e agora penetram no ambiente político, econômico e no coração financeiro da cidade, do país, quando chegam até mesmo a explodir cofres eletrônicos. E, ainda, trazem no bojo o tráfico de influência e as negociatas toma lá, dá cá. Cobram taxas de moradores e comerciantes e criam os centros piratas de internet, centros de comunicação como novas fontes de renda, ao explorar a vida dos moradores em bairros e em favelas.

Devemos acreditar, supostamente, que as atuações da CIA e do FBI. junto ao governo brasileiro. não deverão ter a ousadia de comprometer a soberania nacional, como vem opinando os membros de alguns partidos políticos. A soberania brasileira corre o risco de ser esvaziada, progressivamente, com as contínuas ações das facções atuantes, de forma tão inteligente e sábia, a ponto de se produzir efeitos colaterais maléficos e o comprometimento na formulação de políticas públicas.

crime organizado

O governo brasileiro soberano, tem que negociar com o EUA sobre essa questão, em que pese compreender, necessariamente, que o crime organizado precisa ser combatido literalmente, em conjunto, ao incluir a PF, MPF, MPE, PRF, Polícia Civil, Serviços de Inteligência e todos os órgãos que constituem a Segurança Pública nas capitais e nos Estados. Há quem afirme que podemos perder a soberania nacional e sofrer ataques ao PIX. Podemos estar incorrendo num pensamento, numa ideia um tanto quanto fantasiosa, com pretexto de se tornar uma falácia política em ambiente e ano eleitoral.

Nem o resgate de Maduro, na Venezuela, pela força e inteligência americana, foi capaz de colocar em risco a soberania daquele país. Para ficarmos livres de qualquer consequência nefasta, precisamos aprender sim, a sermos íntegros e não nos envolvermos em atos de corrupção, nos afastarmos das más companhias. Daí, então, estaremos fazendo o dever de casa, contrariando o que na verdade os governos passados deixaram de fazer.

Apesar dos pesares, com as dificuldades de governança que temos, uma democracia dita por alguns como uma “democracia relativa”, ainda assim temos a virtude de possuir um parque de produção e exportação de alimentos – carnes, frangos, ovos, etc. Temos relativa independência na produção de petróleo, e ainda geramos uma produção capaz de atender às necessidades do mercado externo, o que nos coloca em posição de reconhecimento e destaque internacional. Contamos, ainda, com o equilíbrio na balança de pagamentos.

Temos virtudes, competências e autoridade em muitas áreas, portanto não devemos sequer deixar passar pela nossa cabeça a ideia de perda de soberania. Parafraseando o Pr. Silas Malafaia, termino esta matéria com a frase: que Deus tenha misericórdia de nós!

Marcus Vinicius de L. Fleming, 76 é administrador, pós-graduado em planejamento estratégico, educação e didática do ensino superior, auditor e professor aposentado, mestre em administração pela UFMG.

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