A TARDE honra sua história olhando para quem irá construir o amanhã
Celebrar os 114 anos de A TARDE é, para mim, motivo de orgulho e, sobretudo, de responsabilidade. Poucas instituições de comunicação atravessam mais de um século mantendo a relevância, a credibilidade e uma ligação tão profunda com a sociedade que representam.Presidir o Grupo A TARDE neste momento significa ter a consciência de que recebemos um patrimônio construído por muitas gerações. Mas não podemos nos limitar a preservá-lo, nossa responsabilidade é fazê-lo avançar.A TARDE nasceu como jornal e hoje é um Grupo de Comunicação presente em diferentes plataformas e áreas de atuação. Impresso, digital, rádio, audiovisual, eventos, entretenimento, memória e educação fazem parte de um ecossistema que continua se transformando. Tradição e inovação precisam caminhar juntas. Uma instituição com 114 anos não pode ter receio de mudar. É justamente a capacidade de se renovar que garante a continuidade de sua história.Essa visão tem origem no legado de Ernesto Simões Filho. Quando fundou A TARDE, em 1912, ele não criou apenas um jornal. Criou uma instituição comprometida com a Bahia e com a convicção de que informação, conhecimento e desenvolvimento estão profundamente relacionados.
É um legado que nos inspira, mas também nos cobra. Cada geração que esteve à frente de A TARDE teve o desafio de interpretar o seu tempo. A nossa não é diferente. Temos o dever de compreender as transformações da comunicação e, ao mesmo tempo, preservar valores que não envelhecem: credibilidade, independência, responsabilidade e compromisso com a sociedade.É nesse contexto que considero o Concurso Cultural Jovem Jornalista uma das iniciativas mais simbólicas do que queremos construir para o futuro. Por meio do A TARDE Educação, que há 30 anos aproxima comunicação e conhecimento do ambiente escolar, chegamos às novas gerações não apenas para levar informação, mas para estimular curiosidade, leitura, pensamento crítico e cidadania.O Jovem Jornalista traduz esse propósito de maneira concreta. Quando um estudante aprende a observar sua comunidade, formular perguntas, pesquisar, ouvir pessoas e organizar essas informações para contar uma história, estamos falando de algo que vai muito além da formação de futuros jornalistas. Estamos contribuindo para formar cidadãos mais conscientes.Isso ganha ainda mais importância em um mundo no qual todos podem produzir e compartilhar conteúdo instantaneamente. Nunca tivemos tanto acesso à informação e tanta necessidade de aprender a avaliá-la com responsabilidade e senso crítico.Vejo na educação um dos caminhos mais importantes para projetarmos nossa instituição para as próximas décadas. E vejo no Jovem Jornalista uma demonstração clara de que um Grupo com 114 anos pode honrar sua história olhando para quem irá construir o amanhã.O legado de Ernesto Simões Filho chegou até a nossa geração. Cabe a nós ampliá-lo, renová-lo e entregá-lo ainda mais forte às próximas. E talvez seja essa a melhor síntese do Jovem Jornalista: uma instituição centenária abrindo espaço para que novas vozes comecem a escrever o futuro.
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