Anne Hathaway inspira debate sobre beleza: o que muda nos cuidados depois dos 40

Aos 43 anos, Anne Hathaway foi escolhida pela revista “People” como a pessoa mais bonita de 2026. O reconhecimento acontece em um momento de destaque na carreira da atriz, que voltou a um de seus personagens mais conhecidos em “O Diabo Veste Prada 2”, e também abre espaço para discutir como a beleza feminina é percebida em diferentes fases da vida.
A idade é um dos aspectos que passaram a integrar essa conversa, ao lado de características individuais e das escolhas de cada mulher em relação à própria aparência. Nos consultórios, a procura por procedimentos também pode estar ligada ao desejo de cuidar da pele e dos cabelos sem necessariamente modificar os traços.
“Não existe um único procedimento capaz de interromper o envelhecimento. O resultado mais consistente vem de uma estratégia de longo prazo, que combina proteção solar, cuidados domiciliares, hábitos de vida e, quando indicados, procedimentos e tecnologias. A ideia é preservar a saúde e a qualidade da pele ao longo do tempo”, destaca a dermatologista e tricologista Bianca Almeid.
“Hoje existe uma busca muito maior por qualidade da pele, saúde dos cabelos e, principalmente, naturalidade. A paciente não necessariamente quer parecer mais jovem. Ela quer olhar no espelho e perceber uma pele saudável, um rosto bem cuidado e preservar aquilo que reconhece como sua própria identidade. Isso muda completamente a maneira de planejar os tratamentos”, observa a dermatologista e tricologista Angélica Pimenta.
Mudanças
O envelhecimento provoca alterações que vão além das rugas. Ao longo dos anos, a pele pode perder parte da elasticidade, da hidratação e da capacidade de produzir colágeno. Mudanças na sustentação do rosto e na distribuição de gordura também podem modificar seus contornos.
A dermatologista e tricologista Bianca Almeida destaca que essas transformações não acontecem da mesma maneira para todas as mulheres. Genética, exposição solar, hábitos e características individuais influenciam a aparência da pele ao longo do tempo.
“O envelhecimento da pele é um processo multifatorial e acontece de maneira diferente em cada pessoa. Depois dos 40, é comum perceber mudanças na textura, na hidratação, na firmeza e na capacidade de regeneração. O acompanhamento dermatológico permite identificar essas alterações precocemente e estabelecer uma rotina de cuidados e tratamentos adequada para cada fase”, pontua.
Efeito natural
A procura por resultados discretos é uma das questões que aparecem na discussão sobre procedimentos estéticos. Há pacientes que preferem intervenções que preservem a expressão e as características do rosto, em vez de mudanças mais marcantes.
“Um bom tratamento não deveria fazer as pessoas olharem para alguém e identificarem imediatamente o que foi realizado. O ideal é perceber uma pele bonita, saudável, descansada e um rosto harmônico. Naturalidade não significa não fazer nada; significa saber indicar, combinar e dosar cada tratamento”, afirma Angélica.
Nesse contexto, os chamados tratamentos regenerativos também passaram a integrar algumas estratégias de cuidado. A proposta é melhorar aspectos relacionados à qualidade dos tecidos, além de atuar sobre características visíveis do envelhecimento.
“Estamos vivendo uma nova fase da dermatologia estética. Além de corrigir alterações já existentes, existe cada vez mais interesse em melhorar a qualidade do tecido e estimular mecanismos regenerativos. Em uma recente imersão na Coreia do Sul, pude acompanhar de perto essa tendência de combinar tecnologias e estratégias regenerativas dentro de planejamentos muito bem estruturados. O objetivo não é transformar um rosto, mas fazer com que ele envelheça melhor”, conta Angélica.
Cabelos
O cabelo também passa por mudanças ao longo dos anos. Questões genéticas, hormonais, nutricionais, metabólicas e relacionadas ao couro cabeludo podem influenciar a densidade, a espessura e o crescimento dos fios.
Na avaliação tricólogica, por isso, a queda ou o afinamento não devem ser analisados de forma isolada.
“O cabelo precisa ser visto de maneira integral. Não adianta avaliar somente se ele está caindo ou se está mais fino. Precisamos entender o couro cabeludo, a genética, os hormônios, o metabolismo, a nutrição, os medicamentos utilizados e tudo aquilo que pode estar interferindo no ciclo capilar”, ressalta Angélica. (As informações são de O Globo)
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