Comurg pode fazer podas para a Equatorial e negocia serviços com o Aeroporto de Goiânia
A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) negocia com a Equatorial Energia Goiás a realização de podas preventivas na capital. A informação foi confirmada pelo prefeito Sandro Mabel (UB) nesta terça-feira, 14, mas as tratativas ainda estão em fase inicial. Paralelamente, a nova marca Comurg Service negocia a prestação de serviços ao Aeroporto Santa Genoveva, a outras prefeituras e ao Governo de Goiás.
“Tem que parar de cortar as árvores do jeito que cortam, de qualquer jeito. A árvore, coitadinha, fica toda danificada”, disse Mabel, em evento para a assinatura do novo contrato de R$ 4,7 bilhões da Comurg com a Prefeitura de Goiânia. “Mas por quê? Porque a nossa turma (da Comurg) tem treinamento e sabe fazer melhor. Então, vamos ampliar nossa equipe de poda para trabalhar para a Equatorial”, acrescentou.
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Anteriormente, a presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Zilma Peixoto, havia criticado as podas realizadas pela Equatorial. Em fevereiro, a Amma chegou a suspender a execução de podas preventivas pela empresa. Agora, em março, porém, as partes firmaram acordo de cooperação que define critérios técnicos e reforça a fiscalização das intervenções.
Ao mesmo tempo, a Comurg também negocia para prestar serviços de zeladoria para o Aeroporto Santa Genoveva e outras prefeituras, conforme apurou o Jornal Opção. Mabel também contou que há negociações para prestar serviços para a Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO) e para secretarias do Governo de Goiás.
“No Ceasa, podemos cuidar da limpeza, da organização e também de outros geradores de resíduos. Hoje, a companhia está regular do ponto de vista fiscal, possui certidões e pode firmar novos contratos, como com a Ceasa e o Governo de Goiás, este último podendo chegar a quase R$ 12 milhões por mês, o que permitirá novas contratações. (…) A ideia é que, no futuro, 50% do faturamento venha de Goiânia e os outros 50% de contratos externos”, afirmou Mabel.
O prefeito afirmou que a nova fase da empresa pública e a ampliação da prestação de serviços só foram possíveis após a obtenção das certidões negativas. Ele também destacou a negociação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que reduziu a dívida com a União de R$ 1,966 bilhão para R$ 302 milhões, parcelados em 120 vezes.
A Comurg ainda fará novos investimentos em equipamentos e contratações e mencionou, inclusive, a possibilidade de financiamentos após a reestruturação da companhia. No entanto, os atuais servidores da empresa pública não atuarão na Comurg Service, permanecendo apenas na capital. Pela nova marca, serão contratados novos profissionais, que atuarão apenas conforme os contratos firmados.
Mabel também reforçou que a Comurg busca sócios e parcerias. “Não se trata de privatização total porque vamos continuar com 51%, mas a ideia é trazer sócios da iniciativa privada, com experiência, que possam ajudar a empresa a crescer. Estamos contratando uma consultoria para organizar e viabilizar a entrada desses investidores. Por isso, buscamos um parceiro com experiência para expandir a atuação e captar novos clientes”, explicou.
Créditos
Em sua apresentação, o prefeito afirmou que a Comurg registrou prejuízo de R$ 1,2 bilhão em 2024 e citou um plano de recuperação de créditos para reduzir a dívida. “Foram identificados valores pagos indevidamente e tributos recolhidos a mais. A expectativa é recuperar cerca de R$ 300 milhões, o que pode praticamente zerar a dívida remanescente de R$ 366 milhões”, disse.
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